{"id":1109,"date":"2024-10-24T16:01:23","date_gmt":"2024-10-24T19:01:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=1109"},"modified":"2024-10-24T16:01:23","modified_gmt":"2024-10-24T19:01:23","slug":"cafe-da-manha-gostoso-acessivel-e-pratico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/cafe-da-manha-gostoso-acessivel-e-pratico\/","title":{"rendered":"Caf\u00e9 da manh\u00e3: gostoso, acess\u00edvel e pr\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p>(Imagem destacada: Barraca de tapioca de A\u00edlton no bairro da Vila Buarque)<\/p>\n<p>Por Breno Shoji, Daniel San Juan, Leonardo Gibram e Alex Gabriel<\/p>\n<p>No fren\u00e9tico ritmo do centro de S\u00e3o Paulo, onde o fluxo constante de pessoas e a diversidade de servi\u00e7os nunca cessam, as barracas de caf\u00e9 da manh\u00e3 se destacam como pontos essenciais para quem busca uma refei\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, saborosa e acess\u00edvel antes de enfrentar a correria do dia. Entre bolos caseiros, caf\u00e9 fresco e sucos naturais, esses pequenos com\u00e9rcios n\u00e3o s\u00e3o apenas pr\u00e1ticos, mas refletem a cultura paulistana, servindo como uma verdadeira salva\u00e7\u00e3o para trabalhadores e estudantes que est\u00e3o sempre a caminho.<\/p>\n<p>Antes mesmo de o sol nascer, A\u00edlton Ferreira, que h\u00e1 28 anos comanda sua barraca de caf\u00e9 da manh\u00e3, j\u00e1 est\u00e1 a postos, organizando seus produtos em um ponto estrat\u00e9gico: ao lado do movimentado ponto de \u00f4nibus e em frente \u00e0 Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, no bairro da Vila Buarque. O card\u00e1pio \u00e9 variado: p\u00e3o com manteiga, caf\u00e9 preto, bolos caseiros, sucos naturais, biscoitos, mas a estrela do neg\u00f3cio \u00e9 a tapioca, especialidade de A\u00edlton e um dos itens mais procurados por seus clientes fi\u00e9is. &#8220;Existem v\u00e1rios segredos para o sucesso nesse tipo de com\u00e9rcio&#8221;, revela A\u00edlton, com a experi\u00eancia de quem conhece profundamente seu p\u00fablico. &#8220;Os principais s\u00e3o a qualidade dos ingredientes, a rapidez no atendimento e, claro, o bom relacionamento com os clientes.&#8221; Sua barraca n\u00e3o \u00e9 apenas um ponto de venda, \u00e9 tamb\u00e9m um lugar de encontro e conversas r\u00e1pidas, onde ele j\u00e1 conhece os gostos e as prefer\u00eancias de muitos que passam por ali todos os dias.<\/p>\n<p>Em meio a tantas op\u00e7\u00f5es deliciosas, perguntamos ao A\u00edlton qual a sugest\u00e3o para o meu caf\u00e9. Sem hesitar, a resposta foi a saborosa tapioca de frango com queijo acompanhado de um suco natural de laranja. Paguei R$ 10 nos produtos e foi sem d\u00favidas um dinheiro bem gasto. Enquanto conversava com A\u00edlton, o movimento em sua barraca era constante sendo os produtos mais procurados os biscoitos amanteigados com goiabada que custavam R$ 7 a caixa com 300g e suas deliciosas tapiocas, com variedade de sabores que v\u00e3o de carne seca, frango, presunto e queijo at\u00e9 um caseiro doce de leite, chocolate e Romeu e Julieta (goiabada com queijo).<\/p>\n<p>A\u00edlton destaca que o movimento \u00e9 mais intenso entre 6h e 9h, hor\u00e1rio de pico para quem precisa de um caf\u00e9 da manh\u00e3 refor\u00e7ado antes de seguir para o trabalho ou para os estudos. &#8220;Tem gente que passa aqui todo dia e j\u00e1 sabe o que quer, a gente nem precisa perguntar&#8221;, brinca. Al\u00e9m da comida saborosa, o que mant\u00e9m o fluxo constante de clientes \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de familiaridade e acolhimento. Afinal, em meio \u00e0 pressa, esses pequenos gestos fazem a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cPrefiro tomar meu caf\u00e9 aqui por conta do pre\u00e7o\u201d, diz Leonardo, estudante de enfermagem da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa. \u201cAqui gasto em torno de R$ 7 para tomar meu caf\u00e9 e comer algo, l\u00e1 na faculdade gastaria uns R$ 15, no m\u00ednimo\u201d, completa.<\/p>\n<p>J. M., que perdeu o emprego de gar\u00e7onete na pandemia, decidiu arriscar montando seu pr\u00f3prio com\u00e9rcio ambulante de caf\u00e9 da manh\u00e3: \u201cHoje, a maior dificuldade que tenho \u00e9 conseguir a licen\u00e7a\u201d. A licen\u00e7a, chamada Termo de Permiss\u00e3o de Uso (TPU), \u00e9 indispens\u00e1vel para quem deseja trabalhar nesse tipo de com\u00e9rcio. \u201c\u00c9 muito ruim saber que a qualquer momento um guarda pode aparecer aqui e me obrigar a voltar pra casa\u201d, completa.<\/p>\n<p>Essas barracas de caf\u00e9 t\u00eam se tornado fundamentais para o cotidiano paulistano, por\u00e9m enfrentam desafios, al\u00e9m da concorr\u00eancia ou do fluxo de clientes, a regulariza\u00e7\u00e3o dos ambulantes \u00e9 uma das principais barreiras para garantir que esses com\u00e9rcios continuem operando com seguran\u00e7a e estabilidade.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, a resili\u00eancia desses trabalhadores \u00e9 o que mant\u00e9m o ritmo pulsante da cidade, mostrando que, mesmo em meio \u00e0s adversidades, eles continuam a oferecer n\u00e3o apenas um caf\u00e9, mas um alimento delicioso, que cabe no bolso e dentro da praticidade que o paulistano precisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Imagem destacada: Barraca de tapioca de A\u00edlton no bairro da Vila Buarque) Por Breno Shoji, Daniel San Juan, Leonardo Gibram e Alex Gabriel No fren\u00e9tico ritmo do centro de S\u00e3o Paulo, onde o fluxo constante de pessoas e a diversidade de servi\u00e7os nunca cessam, as barracas de caf\u00e9 da manh\u00e3 se destacam como pontos essenciais<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":1111,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[124,1],"tags":[79,80,81,82],"ppma_author":[233],"class_list":["post-1109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comercio","category-gastronomia","tag-alex-gabriel","tag-breno-shoji","tag-daniel-san-juan","tag-leonardo-gibram"],"authors":[{"term_id":233,"user_id":8,"is_guest":0,"slug":"breno_shoji","display_name":"Breno Shoji","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/ceab5991d7100be0bd876a32e61bedfc9a60397eefe1fcdab098abaa51bc7b10?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1109"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1196,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1109\/revisions\/1196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1109"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}