{"id":1127,"date":"2024-10-24T15:54:45","date_gmt":"2024-10-24T18:54:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=1127"},"modified":"2024-10-24T15:54:45","modified_gmt":"2024-10-24T18:54:45","slug":"cinemas-de-rua-resistencia-ao-consumo-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/cinemas-de-rua-resistencia-ao-consumo-na-era-digital\/","title":{"rendered":"Cinemas de rua: resist\u00eancia ao consumo na era digital"},"content":{"rendered":"<p>[metaslider id=&#8221;1132&#8243;]<br \/>\n<strong>Ana Mello, Jullia Silva, Lu\u00eds Brito e Sarah Lopes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem dos chamados cinemas de rua data do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com o seu auge entre as d\u00e9cadas de 1930 e 1960, ainda se mantendo como uma forma not\u00e1vel de entretenimento e experi\u00eancia cultural at\u00e9 os anos 1990. No entanto, esses espa\u00e7os perderam muita popularidade nas \u00faltimas d\u00e9cadas, inicialmente disputando com os VHS, depois com os cinemas em <em>shoppings<\/em> e, mais recentemente, com as plataformas de <em>streaming<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para \u00c9rica Bezerra, 41, atendente do Cinema Marab\u00e1, essa disputa com o ambiente digital tem se mostrado dura. \u201cNos \u00faltimos anos, tem sido dif\u00edcil competir com os <em>streamings.<\/em> Acho que o cinema, assim como o teatro, tem se tornado mais uma op\u00e7\u00e3o para \u2018fazer algo diferente\u2019 em um dia livre, do que uma atividade cultural\u201d, opinou \u00c9rica. Para ela, apesar da tentativa de publicidade pelas redes sociais do cinema, os clientes s\u00e3o atra\u00eddos, principalmente, por uma raz\u00e3o heredit\u00e1ria e hist\u00f3rica. \u201cAcredito que a maioria do nosso p\u00fablico vem aqui por uma quest\u00e3o familiar, de que os pais vinham aqui quando se conheceram e namoravam\u201d, constatou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Patr\u00edcia da Silva, frequentadora das salas de cinema do REAG Belas Artes, corrobora com a vis\u00e3o de \u00c9rica. Para ela, o ambiente \u00e9 o principal ponto motivador de sua lealdade aos cinemas de rua, em detrimento das salas encontradas em <em>shoppings<\/em>. \u201cGeralmente eles s\u00e3o menores, trazem uma sensa\u00e7\u00e3o de nostalgia, s\u00e3o mais intimistas\u201d, afirmou Patr\u00edcia. \u201cEu acho que o cinema de rua sobrevive justamente por atingir um p\u00fablico muito espec\u00edfico. A gente frequenta como atividade do cotidiano, tanto porque tem um valor mais acess\u00edvel, quanto por ser uma forma de apreciar a cultura e da arte, al\u00e9m do lazer\u201d, completou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disputa entre os espa\u00e7os cinematogr\u00e1ficos em centros comerciais e nas ruas evidencia uma luta presente em toda a sociedade ocidental contempor\u00e2nea, em que um lado, que busca um sentimento de comunidade e uma maior intera\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos, por meio da cultura, \u00e9 reprimido por uma mentalidade baseada, invariavelmente, no consumo. Como resultado, o evento de assistir a um filme deixa de ser uma experi\u00eancia reflexiva, art\u00edstica e cultural, e acaba por ser reduzido a uma simples atividade de entretenimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o atendente do REAG Belas Artes, Anast\u00e1cio de Souza, a viv\u00eancia do cinema mostra-se mais intensa em espa\u00e7os de maior intera\u00e7\u00e3o social. \u201cAssistir a um filme aqui \u00e9 uma experi\u00eancia muito mais espec\u00edfica do que em cinemas de <em>shoppings<\/em>. Os cinemas de rua t\u00eam uma \u00eanfase mais cultural\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, os cinemas de rua buscam, mais do que sobreviver, uma forma de ressurgir: mostras culturais, eventos cinematogr\u00e1ficos e exibi\u00e7\u00f5es de filmes independentes e cl\u00e1ssicos s\u00e3o constantemente organizados nesses espa\u00e7os de intera\u00e7\u00e3o social, em uma incessante\u00a0busca de um conte\u00fado que as m\u00eddias digitais e plataformas de <em>streaming<\/em> n\u00e3o podem oferecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[metaslider id=&#8221;1132&#8243;] Ana Mello, Jullia Silva, Lu\u00eds Brito e Sarah Lopes A origem dos chamados cinemas de rua data do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com o seu auge entre as d\u00e9cadas de 1930 e 1960, ainda se mantendo como uma forma not\u00e1vel de entretenimento e experi\u00eancia cultural at\u00e9 os anos 1990. No entanto, esses espa\u00e7os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1129,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[18,20],"tags":[39,143,141,144,44,38,142,145,41],"ppma_author":[222],"class_list":["post-1127","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-lazer","tag-ana-mello","tag-augusta","tag-cinema-de-rua","tag-consolacao","tag-cultura","tag-jullia-silva","tag-luis-filipe","tag-republica","tag-sarah-lopes"],"authors":[{"term_id":222,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"jullia_silva","display_name":"J\u00fallia Silva","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/7ae9ad914670c3de00fa56ea9b867adfe3e3b3fca527e2591ffd268b2dd240c2?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1127"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1154,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1127\/revisions\/1154"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1127"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}