{"id":1441,"date":"2024-11-13T09:54:33","date_gmt":"2024-11-13T12:54:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=1441"},"modified":"2024-11-13T09:54:33","modified_gmt":"2024-11-13T12:54:33","slug":"de-volta-ao-passado-o-centro-como-refugio-da-cultura-vintage","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/de-volta-ao-passado-o-centro-como-refugio-da-cultura-vintage\/","title":{"rendered":"De volta ao passado: o centro como ref\u00fagio da cultura vintage"},"content":{"rendered":"<p><em>Com antiqu\u00e1rios, brech\u00f3s, cole\u00e7\u00f5es e uma atmosfera nost\u00e1lgica, a regi\u00e3o central se tornou um verdadeiro ref\u00fagio para os que valorizam pe\u00e7as e objetos antigos.<\/em><\/p>\n<p>Por Amanda Rocha, Fernanda Lima, Jean Werneck e Tain\u00e1 Fonseca<\/p>\n<p>O vintage n\u00e3o \u00e9 apenas um estilo de moda ou decora\u00e7\u00e3o, \u00e9 um fen\u00f4meno cultural que se alimenta da nostalgia e da busca por autenticidade em tempos onde quase tudo \u00e9 padronizado. No cora\u00e7\u00e3o da cidade que sempre busca inova\u00e7\u00f5es, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para admirar a beleza do passado, afinal por, tr\u00e1s de cada pe\u00e7a, h\u00e1 uma hist\u00f3ria, uma mem\u00f3ria que nos leva a d\u00e9cadas passadas e que, agora, \u00e9 carregada de novos significados. De acordo com o propriet\u00e1rio do Brech\u00f3 Colmeia, Reginaldo da Luz, que fica localizado no bairro Santa Cec\u00edlia, as pessoas gostam que as pe\u00e7as tenham hist\u00f3ria. \u201cNem sempre voc\u00ea sabe a hist\u00f3ria da pe\u00e7a. \u00c9 dif\u00edcil. Mas quando tem uma hist\u00f3ria, a gente sempre deixa reservadinha na cabe\u00e7a e conta para o cliente, o cliente gosta.\u201d Reginaldo destaca que as pessoas gostam de estabelecer v\u00ednculos afetivos com os objetos. \u201cQuando chegam aqui, elas gostam de ver que eu tenho uma hist\u00f3ria para contar da pe\u00e7a. Assim ela se torna especial.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_1452\" aria-describedby=\"caption-attachment-1452\" style=\"width: 2560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1452 size-full\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1920\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG_2366-1-500x375.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1452\" class=\"wp-caption-text\"><em>Propriet\u00e1rio do brech\u00f3 Colmeia, Reginaldo da Luz.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m da beleza e das mem\u00f3rias que um objeto pode carregar, existe o lado sustent\u00e1vel que esse movimento cultural traz, principalmente em um momento onde \u00e9 t\u00e3o importante o controle de lixo desnecess\u00e1rio, j\u00e1 que muitas vezes o que se v\u00ea \u00e9 o descarte irrespons\u00e1vel de objetos e roupas usadas. \u201cO ideal \u00e9 reaproveitar at\u00e9 a pe\u00e7a se desintegrar, porque a gente j\u00e1 n\u00e3o tem mais recursos para ficar gastando isso \u00e0 toa\u201d, pontua o propriet\u00e1rio do brech\u00f3. Segundo dados de uma reportagem publicada em janeiro de 2022 na revista Exame, retiramos cerca de 60% a mais de recursos naturais que o planeta consegue recuperar em um ano; e at\u00e9 2060 podemos chegar a consumir 190 bilh\u00f5es de toneladas de material vindo da natureza. A sustentabilidade por tr\u00e1s dessa tend\u00eancia \u00e9 uma reflex\u00e3o sobre como podemos, coletivamente, repensar nossos h\u00e1bitos e encontrar solu\u00e7\u00f5es mais dur\u00e1veis e respons\u00e1veis para o futuro.<\/p>\n<p>A cultura vintage tamb\u00e9m traz consigo o mundo das cole\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o \u00e9 apenas uma jun\u00e7\u00e3o de itens, mas um projeto pessoal que envolve paix\u00e3o, pesquisa e uma busca cont\u00ednua por algo \u00fanico. Existem diversos tipos de cole\u00e7\u00f5es, desde as mais comuns como discos de vinil, fitas-cassetes, bonequinhos, selos&#8230; Tudo \u00e9 poss\u00edvel de ser colecionado se despertar seu interesse. De acordo com F\u00e1bio Jorge, gerente da Stock Cultural, uma loja de artigos de m\u00eddia f\u00edsica, muitos colecionadores procuram o estabelecimento. \u00a0&#8220;Aqui j\u00e1 passaram colecionadores de todos os tipos, por exemplo, um colecionador s\u00f3 de Roberto Carlos, que faz quest\u00e3o, de ter o mesmo LP 50 vezes, porque o que foi lan\u00e7ado no ano de 1977 tem um selinho atr\u00e1s do LP, que o de 78 n\u00e3o tem. Ent\u00e3o, o colecionador \u00e9 muito cheio de detalhes, muito met\u00f3dico&#8221;, diz o gerente.<\/p>\n<p>[metaslider id=1456]<\/p>\n<p>As lojas de brech\u00f3s, mercados de antiguidades e feiras de vinil, que se espalham pelo centro, n\u00e3o apenas resgatam o passado, mas criam um novo tipo de experi\u00eancia urbana, onde o antigo se mistura com o novo. Nos \u00faltimos anos o centro de S\u00e3o Paulo vem passando por um processo de revitaliza\u00e7\u00e3o, que tem como objetivo mostrar um centro onde se utiliza arquiteturas do passado para inserir novos com\u00e9rcios, estruturas interativas e atrair um novo p\u00fablico, tentando desvincular o espa\u00e7o daquela imagem de um \u201ccentro sujo e perigoso\u201d. O assessor de imprensa e escritor do livro \u201cS\u00e3o Paulo em Photos e Fatos\u201d, Mauricio Coutinho, fala sobre a import\u00e2ncia de um centro mais seguro para que a cultura vintage possa ser desfrutada. \u201cA revitaliza\u00e7\u00e3o do centro pode torn\u00e1-lo uma \u00e1rea mais acess\u00edvel e agrad\u00e1vel, atraindo tanto moradores de outras regi\u00f5es quanto turistas. Esse aumento na circula\u00e7\u00e3o de pessoas beneficia diretamente os brech\u00f3s e antiqu\u00e1rios, pois aumenta a visibilidade desses estabelecimentos e atrai novos consumidores que buscam experi\u00eancias culturais aut\u00eanticas e hist\u00f3ricas\u201d. Ele tamb\u00e9m ressalta que a seguran\u00e7a e revitaliza\u00e7\u00e3o do centro podem impulsionar o empreendedorismo criativo e a economia local. \u201cEsse clima de apoio ao empreendedorismo criativo atrai jovens empres\u00e1rios e entusiastas da cultura vintage, que veem a regi\u00e3o como o lugar ideal para montar seus pr\u00f3prios brech\u00f3s, antiqu\u00e1rios ou caf\u00e9s tem\u00e1ticos. Assim, o centro torna-se um polo de economia criativa voltada para a preserva\u00e7\u00e3o cultural, o que estimula a diversidade comercial e contribui para o fortalecimento da cultura vintage.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com antiqu\u00e1rios, brech\u00f3s, cole\u00e7\u00f5es e uma atmosfera nost\u00e1lgica, a regi\u00e3o central se tornou um verdadeiro ref\u00fagio para os que valorizam pe\u00e7as e objetos antigos. Por Amanda Rocha, Fernanda Lima, Jean Werneck e Tain\u00e1 Fonseca O vintage n\u00e3o \u00e9 apenas um estilo de moda ou decora\u00e7\u00e3o, \u00e9 um fen\u00f4meno cultural que se alimenta da nostalgia e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1451,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[168,167,148,170,18,169],"tags":[],"ppma_author":[228],"class_list":["post-1441","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antiquario","category-brecho","category-centro-de-sao-paulo","category-colecoes","category-cultura","category-vintage"],"authors":[{"term_id":228,"user_id":1,"is_guest":0,"slug":"admin","display_name":"admin","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/94703ff72ad2f2d2bbee4db1fb66eaff679a92c675bd3605005f50eb83391ec2?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1441"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1441\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1462,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1441\/revisions\/1462"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1441"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}