{"id":2043,"date":"2025-03-19T22:46:11","date_gmt":"2025-03-20T01:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=2043"},"modified":"2025-04-01T13:23:40","modified_gmt":"2025-04-01T16:23:40","slug":"alta-dos-alimentos-sufoca-brasileiros-e-encarece-o-custo-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/alta-dos-alimentos-sufoca-brasileiros-e-encarece-o-custo-de-vida\/","title":{"rendered":"Alta dos alimentos sufoca brasileiros e encarece o custo de vida"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2038 alignleft\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_132604-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_132604-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_132604-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_132604-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_132604-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p><em>Com a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos atingindo patamares hist\u00f3ricos, brasileiros de diferentes classes sociais sentem o peso no bolso. Entre cortes no consumo e substitui\u00e7\u00f5es, a popula\u00e7\u00e3o tenta driblar os pre\u00e7os altos para garantir uma alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/em><\/p>\n<p>O custo da alimenta\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o para de subir, e os brasileiros sentem cada vez mais o peso no bolso. Em 2025, os gastos com comida j\u00e1 consomem 20,8% da renda, um impacto ainda maior para as fam\u00edlias de baixa renda. Itens b\u00e1sicos como carne, caf\u00e9 e frutas dispararam, for\u00e7ando consumidores a mudar h\u00e1bitos e cortar produtos essenciais. Alimentos como as prote\u00ednas, tiveram um aumento significativo, principalmente a carne bovina com um avan\u00e7o de 20,84% no pre\u00e7o. Um dos cortes mais populares consumidos no pa\u00eds, que \u00e9 o ac\u00e9m, subiu 25,24%. E, segundo o resultado mais recente do IPCA, os pre\u00e7os subiram 1,31% em fevereiro, o maior patamar para o m\u00eas em 22 anos. Algo que vem afetando a mesa de muitos brasileiros, como a da C\u00e1tia Flor\u00eancio, 54 anos, professora. \u201cA gente come\u00e7a a buscar outras marcas porque tamb\u00e9m tem a qualidade n\u00e9, a\u00ed a gente d\u00e1 uma diminu\u00edda no consumo, ao inv\u00e9s de comer uma carne de primeira, trocamos por uma de segunda, ou o que estiver na promo\u00e7\u00e3o, como por exemplo o peixe, o frango, pra dar uma variada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Carnes, frutas e caf\u00e9 entre os produtos que mais subiram<\/strong><\/p>\n<p><em>O caf\u00e9 \u00e9 outro produto que sofreu alta expressiva nos pre\u00e7os<\/em><em>. <\/em><em>No Brasil, o pre\u00e7o do caf\u00e9 mo\u00eddo subiu 39,6%<\/em><em>. <\/em>Um dos mais queridos na mesa do brasileiro, teve essa alta mais elevada por conta das crises clim\u00e1ticas n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2082 alignright\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-240x300.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-240x300.jpg 240w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-819x1024.jpg 819w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-768x960.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-1229x1536.jpg 1229w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-1638x2048.jpg 1638w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1-500x625.jpg 500w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_133835-1.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/>os \u00faltimos meses, como geadas e ondas de calor extremos, que prejudicou a produ\u00e7\u00e3o das safras do caf\u00e9. E isso levou a uma alta na demanda nacional e internacional pela bebida, j\u00e1 que o Brasil \u00e9 o maior exportador mundial do produto. E Gislene Pivas, 60 anos, aposentada, contou sua indigna\u00e7\u00e3o com os pre\u00e7os do produto. \u201cNossa, o caf\u00e9 \u00e9 um absurdo, uma semana eu paguei R$26,90 e na outra eu paguei R$ 39,90, eu achei um absurdo\u201d. Que tamb\u00e9m comentou sobre o aumento do pre\u00e7o das frutas e verduras. \u201cEu gosto de vir aqui, no Mercado Municipal de S\u00e3o Paulo, por causa das frutas. D\u00e1 para sentir muito a alta dos pre\u00e7os, principalmente das verduras e as frutas, est\u00e3o um absurdo. A banana, por exemplo, eu chego a pagar 8 reais o quilo, e eu procuro comprar sempre de ter\u00e7a e quinta que s\u00e3o os dias mais em conta, mas com certeza a banana foi a que mais ficou cara.\u201d <em>Apesar da alta dos pre\u00e7os, Gislene mant\u00e9m frutas e verduras em sua alimenta\u00e7\u00e3o<\/em><em>.<\/em> \u201cN\u00e3o tirei da minha alimenta\u00e7\u00e3o, sou amante dessa comida natural\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><strong>Comerciantes sofrem com impostos e queda nas vendas<\/strong><\/p>\n<p>As frutas, vegetais, e outros alimentos essenciais na mesa dos brasileiros como o \u00f3leo de soja, tamb\u00e9m sofreram um aumento significativo nas prateleiras dos supermercados. Enquanto o abacate subiu 174,6% e a laranja 48,33% nos \u00faltimos 12 meses, a cebola, o tomate, e a cenoura tiveram um aumento em janeiro de 4,78%, 17,12%, 18,47% respectivamente. Para Nair Gazzotti, 73, dona de casa, o aumento das frutas e do \u00f3leo de cozinha fez diferen\u00e7a na sua mesa. \u201cEu diminu\u00ed bastante o uso de \u00f3leo, eu estou usando mais toucinho agora. E a goiaba, que eu como muitopor causa da diabete, que me faz bem, mas foi uma coisa que subiu demais\u201d, destacou Nair. Mas\u00a0n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os consumidores que s\u00e3o afetados pelo aumento dos alimentos, os donos de com\u00e9rcio tamb\u00e9m s\u00e3o atingidos pela\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2074 alignleft\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20250309_132506-1-250x300.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"300\" \/>alta, como conta Jo\u00e3o Levi Miguel, 92 anos, comerciante atual mais velho no Mercado Municipal de S\u00e3o Paulo. \u201cO problema \u00e9 muito imposto. Aumenta petr\u00f3leo, aumenta o carreto, tudo vai aumentando. Alimento deveria ser isento de imposto. O imposto \u00e9 mais caro que a mercadoria, a\u00ed nunca vai melhorar\u201d. Mesmo assim, \u2018Seu Levi\u2019 faz de tudo para segurar os pre\u00e7os de sua mercadoria. \u201cEu tento segurar, mas \u00e0s vezes n\u00e3o tem como, eu estou pagando R$ 330,00 na caixa de palmito e vendo a R$ 350,00. O que eu ganho? 20 reais na caixa de palmito n\u00e3o pagam nem as despesas. A freguesia tamb\u00e9m n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de comprar, est\u00e1 ficando caro o custo de vida ,a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 aumentando e a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 caindo, a\u00ed fica caro mesmo\u201d, pontuou Levi.<\/p>\n<p><strong>O que o governo tem feito para conter os pre\u00e7os?<\/strong><\/p>\n<p><em>Para conter a alta dos pre\u00e7os, o governo adotou medidas como a <\/em><em>isen\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o para alguns alimentos<\/em><em>.<\/em> E dentre esses alimentos, est\u00e3o a carne, o caf\u00e9 e o azeite de oliva. De acordo com a professora de macroeconomia e economia brasileira, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Waleska Ferreira diz que a forte volatilidade cambial no Brasil \u00e9 um dos principais fatores que afetam os pre\u00e7os dos alimentos. \u201cO brasil hoje vem vivenciando uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do real em termos do d\u00f3lar. Em geral, tamb\u00e9m comercializamos esses produtos para o mercado externo. Ent\u00e3o, quando voc\u00ea vende esse produto ao mercado externo quando sua moeda est\u00e1 fraca, voc\u00ea tamb\u00e9m desabastece o mercado e acaba gerando uma nova tens\u00e3o sobre os pre\u00e7os\u201d. Outro fator que Waleska pontua, seriam os insumos importados, \u201cComo importamos esses produtos, esses itens ficam mais caros por conta da desvaloriza\u00e7\u00e3o da nossa moeda e aumento do d\u00f3lar. Assim, aumentando o custo de produ\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 todo um impacto na cadeia produtiva, pressionando a taxa de infla\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos atingindo patamares hist\u00f3ricos, brasileiros de diferentes classes sociais sentem o peso no bolso. Entre cortes no consumo e substitui\u00e7\u00f5es, a popula\u00e7\u00e3o tenta driblar os pre\u00e7os altos para garantir uma alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. 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