{"id":2825,"date":"2025-04-09T21:56:39","date_gmt":"2025-04-10T00:56:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=2825"},"modified":"2025-04-24T14:55:55","modified_gmt":"2025-04-24T17:55:55","slug":"o-calor-que-divide-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/o-calor-que-divide-sao-paulo\/","title":{"rendered":"O calor que divide S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center\"><em>Crise clim\u00e1tica afeta moradores de S\u00e3o Paulo e medidas p\u00fablicas n\u00e3o <\/em><em>atendem os extremos da cidade<\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os efeitos da crise clim\u00e1tica j\u00e1 alteram padr\u00f5es de temperatura e afetam moradores de S\u00e3o Paulo. A redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, justi\u00e7a clim\u00e1tica e impactos sociais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, s\u00e3o temas da COP30, 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima, prevista para acontecer em novembro em 2025 em Bel\u00e9m, no Brasil. Entretanto, segundo o Relat\u00f3rio de Clima e Desenvolvimento (CCDR), publicado em 2023 pelo Banco Mundial, o Brasil enfrenta riscos consider\u00e1veis das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Afirma que as popula\u00e7\u00f5es pobres em \u00e1reas urbanas, sobretudo moradores da periferia, s\u00e3o grandes vulner\u00e1veis das ilhas de calor, onde o calor extremo \u00e9 mais intenso e frequente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2836\" aria-describedby=\"caption-attachment-2836\" style=\"width: 549px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2836\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.47.53-300x167.jpeg\" alt=\"\" width=\"549\" height=\"306\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.47.53-300x167.jpeg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.47.53-768x429.jpeg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.47.53.jpeg 828w\" sizes=\"auto, (max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2836\" class=\"wp-caption-text\">Leonardo Pinheiro, 23, designer \u2014 Foto: Amanda Alcantara<\/figcaption><\/figure>\n<p>Leonardo Pinheiro, 23, designer, acredita que altas temperaturas afetam no humor, no sono e na sa\u00fade das pessoas. Costuma usar as linhas azul e verde para se locomover, e relata que \u00e9 p\u00e9ssimo no calor, com risco de algu\u00e9m passar mal. &#8220;Para quem pega \u00f4nibus, fica esperando passar o \u00f4nibus com ar condicionado e que esteja funcionando, porque muitas vezes n\u00e3o est\u00e1&#8221;, relata.<\/p>\n<p>Apesar de passar por dificuldades de extrema lota\u00e7\u00e3o, alta temperatura e falta de circula\u00e7\u00e3o de ar no trajeto di\u00e1rio para chegar ao trabalho, no escrit\u00f3rio tem acesso \u00e0 ar condicionado e \u00e1gua gelada, mantendo-se hidratado. Em casa, depende dos ventiladores e das janelas abertas para ventila\u00e7\u00e3o. Leonardo explica a sua rotina no ver\u00e3o morando com outras tr\u00eas pessoas. Acrescenta: &#8220;deu para perceber um aumento tanto na luz quanto no consumo de \u00e1gua&#8221;. S\u00e3o tr\u00eas ventiladores ligados e a quantidade de banhos tamb\u00e9m aumenta.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o acho que s\u00e3o todas as zonas da cidade que est\u00e3o aptas para isso, principalmente para moradores de rua, como mencionei, os extremos. Eles sofrem bastante com o frio&#8221;, comenta Leonardo. Ele entende que a altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica j\u00e1 est\u00e1 presente, mas que as pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o atendem \u00e0 essa realidade.<\/p>\n<p>Suas sugest\u00f5es para reduzir esses impactos\u00a0 destacam que deveriam partir do pr\u00f3prio governo, n\u00e3o somente de incentivos civis, como pontos de hidrata\u00e7\u00e3o e aux\u00edlio para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade: &#8220;existem alguns sistemas ao redor do mundo que a pr\u00f3pria cal\u00e7ada solta jatos de \u00e1gua para esfriar o asfalto, ent\u00e3o medidas que ajudassem a lidar melhor.&#8221;<\/p>\n<p>O estudo publicado na Revista Brasileira de Meteorologia, em 2024, afirma que em lugares da capital h\u00e1 diferen\u00e7as m\u00e9dias de temperatura que variam 4\u00baC, se comparado as \u00e1reas predominantemente rurais. Ele analisou por dez anos, de 2009 a 2019, dados das 30 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do CGE (Centro de Gerenciamento de Emerg\u00eancias Clim\u00e1ticas) da Prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Eles dividiram os bairros em tr\u00eas grupos: A (mais quente) s\u00e3o bairros como Butant\u00e3, Lapa, Vila Formosa e Jabaquara; Grupo C (varia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica consider\u00e1vel), Santo Amaro, S\u00e3o Mateus e S\u00e3o Miguel Paulista; e \u00e1reas mais frescas, pr\u00f3ximos de zonas rurais, como Capela do Socorro e Riacho Grande. Os distritos mais quentes s\u00e3o os que t\u00eam menor concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes.<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio de Clima e Desenvolvimento (CCDR) afirma que a aus\u00eancia de uma estrat\u00e9gia e pol\u00edticas p\u00fablicas, falta de financiamento e falta de governan\u00e7a comprometem a efetividade de a\u00e7\u00f5es e favorece as atividades ilegais que amea\u00e7am os objetivos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o garantir saneamento de qualidade, diminui\u00e7\u00e3o do desemprego e aumento do emprego formal, as estrat\u00e9gias de combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica precisam considerar fatores socioecon\u00f4micos e raciais, viabilizando adaptar nos diferentes distritos da capital. O relat\u00f3rio ainda afirma que, a partir de 2030, eventos relacionados ao clima podem levar de 800 mil a 3 milh\u00f5es de brasileiros \u00e0 pobreza extrema.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3083\" aria-describedby=\"caption-attachment-3083\" style=\"width: 329px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3083\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ANA-SHANC-300x300.png\" alt=\"\" width=\"329\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ANA-SHANC-300x300.png 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ANA-SHANC-150x150.png 150w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ANA-SHANC-70x70.png 70w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ANA-SHANC.png 354w\" sizes=\"auto, (max-width: 329px) 100vw, 329px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3083\" class=\"wp-caption-text\">Ana Cl\u00e1udia Sanches Baptista. \u00c9 consultora t\u00e9cnica no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e ativista na Rede Antirracista Quilomba\u00e7\u00e3o. Doutoranda no programa de Mudan\u00e7a Social e Participa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica na EACH-USP. \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Acervo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ana Sanches Baptista, consultora t\u00e9cnica no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e ativista na Rede Antirracista Quilomba\u00e7\u00e3o. Doutoranda no programa de Mudan\u00e7a Social e Participa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica na EACH-USP (Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades da Universidade de S\u00e3o Paulo), acredita que existem dois grupos de pessoas que s\u00e3o afetadas pela crise clim\u00e1tica: as vulnerabilizadas, que s\u00e3o crian\u00e7as, idosos e gestantes; e as vulner\u00e1veis que, pela condi\u00e7\u00e3o social, sentem as transforma\u00e7\u00f5es do clima de forma mais evidente. Ela cita moradores da periferia, que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 saneamento de qualidade, ou pessoas sem moradia, que sofrem com o frio extremo e enchentes sem abrigo. Essa parcela da popula\u00e7\u00e3o, majoritariamente preta, tem experi\u00eancias agravadas pelo conjunto de: m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, falta de higiene e pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o os atendem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Ana fala que os recortes precisam ser analisados conforme g\u00eanero, ra\u00e7a e condi\u00e7\u00e3o social. As necessidades de uma pessoa preta que ascendeu economicamente, n\u00e3o \u00e9 a mesma daquela que mora na favela, ainda que eles passem por dificuldades que se juntam em determinados aspectos.<\/p>\n<p>O Guia para Elei\u00e7\u00f5es Municipais, publicado pelo Greenpeace em 2024, afirma que trabalhadores s\u00e3o os grandes afetados pela crise clim\u00e1tica e altera\u00e7\u00f5es de temperatura, incluindo aqueles que est\u00e3o em condi\u00e7\u00e3o de informalidade e passam o dia ao ar livre. Ou seja, s\u00e3o pedreiros, vendedores ambulantes e agricultores. Al\u00e9m disso, mostra que ondas de frio e de calor influenciam na sa\u00fade, causando efeitos como desnutri\u00e7\u00e3o, enxaqueca e problemas cardiovasculares. Inunda\u00e7\u00f5es e enchentes tamb\u00e9m podem aumentar a chance de contrair doen\u00e7as com o contato com \u00e1gua contaminada.<\/p>\n<p>A pesquisadora Ana Baptista afirma que pol\u00edticas p\u00fablicas precisam ser reinventadas, sobretudo, quando se trata sobre a crise clim\u00e1tica, visto que as necessidades mudaram e as pol\u00edticas n\u00e3o atendem de forma efetiva a parcela mais afetada. Com sua experi\u00eancia, ainda refor\u00e7a que existem pol\u00edticas p\u00fablicas que s\u00e3o formuladas no \u00e2mbito federal e direcionam para os estados e os munic\u00edpios aplicarem. Ela d\u00e1 o exemplo que S\u00e3o Paulo, por exemplo, \u00e9 mais rico, mas estados do Norte ou Nordeste t\u00eam desafios diferentes. Ent\u00e3o, eles precisam desenhar medidas diferentes que atendam indiv\u00edduos de realidades diferentes.<\/p>\n<p>Na vida de pessoas que moram na periferia, sofrem com a falta de hidrata\u00e7\u00e3o, com a distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua fraca, que chega aos centros da cidade, como S\u00e3o Paulo, mas n\u00e3o nos distritos extremos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2837\" aria-describedby=\"caption-attachment-2837\" style=\"width: 541px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2837\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.42.22-300x172.jpeg\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.42.22-300x172.jpeg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.42.22-1024x586.jpeg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.42.22-768x439.jpeg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-09-at-21.42.22.jpeg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2837\" class=\"wp-caption-text\">Romilda Ara\u00fajo, 51, costureira \u2014 Foto: Gisele Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<p>A costureira Romilda Ara\u00fajo, 51, conta que no ateli\u00ea onde trabalha e passa cerca de nove horas, \u00e9 bem quente. Opta roupas mais leves para amenizar a sensa\u00e7\u00e3o e vencer o dia. \u201cTem dias que a gente quer uma piscina, um chuveiro, e n\u00e3o v\u00ea a hora de ir embora\u201d, conta.<\/p>\n<p>No seu tempo livre, Romilda afirma: &#8220;Gosto de ir no Parque Burle Marx. O parque tem trilhas e l\u00e1 \u00e9 bem fresquinho. Ent\u00e3o \u00e9 gostoso ir e sentir a natureza&#8221;. J\u00e1 na pr\u00f3pria casa, comenta que \u00e9 mais fresco e confort\u00e1vel, podendo lidar com temperaturas quentes pelo ventilador.<\/p>\n<p>Ela se responsabiliza de forma individual, atentando-se para n\u00e3o poluir as ruas, mas tambem comenta que nem todas as pessoas t\u00eam essa consci\u00eancia. &#8220;Acho que tem um desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico. Creio que plantar \u00e1rvores, limpar os lugares pra quando chover o solo ficar livre&#8221;, fortalecendo o pensamento da contribui\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p>Sobre a COP30, a ativista Ana Baptista acredita que vai ser uma disputa para ver quem consegue obter recursos para implementar pol\u00edticas p\u00fablicas. Com os Estados Unidos saindo e sem participar da COP30, que era um dos grandes financiadores, os recursos financeiros diminuem, mas as necessidades s\u00e3o ainda maiores, principalmente para pa\u00edses subdesenvolvidos, como da \u00c1frica Sul ou o pr\u00f3prio Brasil. Por acontecer em Bel\u00e9m, em uma regi\u00e3o amaz\u00f4nica, afirma: \u201c\u00c9 uma oportunidade de mostrar as coisas boas do Brasil e os nossos problemas\u201d.<\/p>\n<p>Ela acredita que o caminho para um bom enfrentamento e replanejamento das politicas publicas, atendendo diferentes camadas, \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da sociedade. Para isso, incentiva o acesso no site Brasil Participativo, em que a popula\u00e7\u00e3o civil pode votar, comentar e sugerir medidas para o Plano Clima. Ao final da consulta, os t\u00e9cnicos respons\u00e1veis v\u00e3o avaliar para dar base as medidas na COP30, que tem alcance global. Ana Baptista encara como uma oportunidade para cada um desempenhar o seu papel de cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Site Brasil Participativo <\/strong><\/h3>\n<p><em>Nesta se\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode contribuir para a primeira vers\u00e3o dos Planos Setoriais e Tem\u00e1ticos de Adapta\u00e7\u00e3o, um dos componentes do Plano Clima. Nos quadros abaixo, est\u00e3o dispon\u00edveis as propostas iniciais para os respectivos textos e cap\u00edtulos, aos quais voc\u00ea poder\u00e1 adicionar suas sugest\u00f5es e coment\u00e1rios em cada par\u00e1grafo. Ao final do per\u00edodo de consulta, os minist\u00e9rios respons\u00e1veis por cada plano setorial ou tem\u00e1tico analisar\u00e3o as sugest\u00f5es recebidas e publicar\u00e3o as devolutivas. Participe!<\/em><\/p>\n<p>https:\/\/brasilparticipativo.presidencia.gov.br\/processes\/planoclima\/f\/667<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veja mais em:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O calor que divide S\u00e3o Paulo\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0Q4jbfpiwKA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise clim\u00e1tica afeta moradores de S\u00e3o Paulo e medidas p\u00fablicas n\u00e3o atendem os extremos da cidade &nbsp; Os efeitos da crise clim\u00e1tica j\u00e1 alteram padr\u00f5es de temperatura e afetam moradores de S\u00e3o Paulo. 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