{"id":3000,"date":"2025-04-28T14:23:31","date_gmt":"2025-04-28T17:23:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=3000"},"modified":"2025-05-05T13:08:46","modified_gmt":"2025-05-05T16:08:46","slug":"centro-ganha-vida-com-a-participacao-dos-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/centro-ganha-vida-com-a-participacao-dos-idosos\/","title":{"rendered":"Centro ganha vida com a participa\u00e7\u00e3o dos idosos."},"content":{"rendered":"<p>Cadeiras muito bem-organizadas, quitutes embrulhados em sacolas colocados na mesa \u00e0 encosta da sala, um quadro branco cheio de anota\u00e7\u00f5es e idosos sentados em roda compartilhando seus saberes. Uma senhora, formada em psican\u00e1lise, com cl\u00ednica e tudo o que se tem direito conduz o debate sobre autoconhecimento. Sua fala passa por te\u00f3ricos, como o pai da psican\u00e1lise, Sigmund Freud, detalhando conceitos como id, ego e superego. O debate envolvia pitacos, perguntas, intromiss\u00f5es e tudo que se possa imaginar de um debate com a melhor idade. Mal sabia Freud que anos depois das suas teoriza\u00e7\u00f5es, idosos discutiriam isso em uma tarde paulistana.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3008  aligncenter\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"723\" height=\"542\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-640x480.jpg 640w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152700-1000x750.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/p>\n<p>Uma senhora de sorriso largo, conversa simp\u00e1tica e agrad\u00e1vel conta que participou da funda\u00e7\u00e3o do projeto Bairro com Vida, que olha para os idosos e para o bairro com um olhar mais cidad\u00e3o e interativo. Nilcea Lopes, 76, aposentada, mostra a import\u00e2ncia que o bairro teve em sua vida.<\/p>\n<p>\u201cSanta Cec\u00edlia era o bairro onde eu morava, agora, \u00e9 o bairro onde eu vivo. Ent\u00e3o hoje, quando eu saio na rua eu encontro um, encontro outro, cumprimento as pessoas, as pessoas me cumprimentam, param um pouquinho, d\u00e3o um abra\u00e7o, conversa um pouquinho. Eu sinto assim que eu me expandi nesse espa\u00e7o geogr\u00e1fico e consigo ter mais curiosidade sobre os detalhes do bairro.\u201d disse Nilcea<\/p>\n<p>O <em>Bairro com Vida <\/em>\u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o para idosos que desejam continuar aprendendo, tornando-se frequentadores de ambientes diversos e sendo inseridos em uma rede de contatos e relacionamentos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3012  aligncenter\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"729\" height=\"547\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-640x480.jpg 640w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152654-1000x750.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px\" \/><\/p>\n<p>\u201cEu posso dizer para voc\u00ea que eu perten\u00e7o a uma gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o abre m\u00e3o de trabalhar com o coletivo. Isso \u00e9 uma coisa que de certa forma nos dias de hoje nos d\u00e1 um certo desconforto, porque as ideologias todas elas abriram um pouco m\u00e3o de focar no coletivo e se voltam mais para as quest\u00f5es identit\u00e1rias, que s\u00e3o necess\u00e1rias, importantes e imprescind\u00edveis.\u201d disse Ivy Ramadan, 70, aposentada.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de coletivo, se perde &#8220;Isso \u00e9 uma coisa que me afeta muito como pessoa, como cidad\u00e3 e como ser humano. Eu acho que fora da coletividade, fora do territ\u00f3rio da coletividade, a gente n\u00e3o tem muita sa\u00edda, principalmente em um pa\u00eds, em uma cidade, muito desigual como S\u00e3o Paulo\u201d, disse Ivy<\/p>\n<p>Ivy teve seus passos bem firmados na educa\u00e7\u00e3o. Professora universit\u00e1ria aposentada trilhou o caminho das escolas p\u00fablicas e hoje \u00e9 um dos principais nomes e fundadora de projetos sociais que n\u00e3o contam com nenhum apoio do governo, mas que se sustenta pela for\u00e7a de vontade de pessoas como Ivy.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu entrei no trabalho 60+, j\u00e1 estava ali dentro uma concep\u00e7\u00e3o de cidadania. Os idosos precisavam ter uma sensa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3\u201d, diz Nilcea.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3016  aligncenter\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"736\" height=\"552\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-640x480.jpg 640w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250409_152704-1000x750.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px\" \/><\/p>\n<p>A OMS lan\u00e7ou uma campanha denominada a d\u00e9cada do envelhecimento saud\u00e1vel, que vai de 2020 a 2030, com objetivo de reunir esfor\u00e7os desde governos at\u00e9 os setores privados para preservar a sa\u00fade do idoso. Aprovada pela assembleia mundial de sa\u00fade em agosto de 2020, a proposta busca a melhoria da sa\u00fade dos idosos, focalizando os esfor\u00e7os em quatro principais \u00e1reas.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 mudar a maneira de pensar, sentir e agir o avan\u00e7o da idade, em combate ao preconceito; desenvolver comunidades que estimulem e promovam oportunidades para o desenvolvimento da habilidade dos idosos; oferecer cuidados gerais e acesso a servi\u00e7o de sa\u00fade prim\u00e1rios adequados ao idoso; e cuidados de longo prazo em um servi\u00e7o de qualidade.<\/p>\n<p>\u201cEu moro no bairro h\u00e1 75 anos e reconheci o bairro ap\u00f3s o bairro com vida. Moro h\u00e1 75 anos e n\u00e3o conhecia uma s\u00e9rie de coisas, umas monte de gente, um monte de locais. Quanto a mim pessoalmente eu acho interessante porque eu conheci um monte de gente nova e gente nova com novas ideias, novos projetos e novas possibilidades\u201d diz Eduardo Meyer, 75 anos, fundador do movimento <em>60+.<\/em><\/p>\n<p>As reuni\u00f5es que acontecem as quartas feiras, fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol acabam festivas, com coment\u00e1rios, comilan\u00e7as, tentativas de organiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos encontros e abra\u00e7os de despedidas.<\/p>\n<p>Assista a reportagem completa: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/th0ImUQJJdg\">https:\/\/youtu.be\/th0ImUQJJdg<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acesse nossas redes sociais:\u00a0<a href=\"https:\/\/x.com\/conexaospcentro\/status\/1916815564225257617?t=aAAvD8Fx7c7SZvP9N-d_Mg&amp;s=19\">https:\/\/x.com\/conexaospcentro\/status\/1916815564225257617?t=aAAvD8Fx7c7SZvP9N-d_Mg&amp;s=19<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cadeiras muito bem-organizadas, quitutes embrulhados em sacolas colocados na mesa \u00e0 encosta da sala, um quadro branco cheio de anota\u00e7\u00f5es e idosos sentados em roda compartilhando seus saberes. 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