{"id":3534,"date":"2025-06-03T14:12:24","date_gmt":"2025-06-03T17:12:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=3534"},"modified":"2025-08-26T07:37:14","modified_gmt":"2025-08-26T10:37:14","slug":"a-valorizacao-do-futebol-feminino-e-os-caminhos-que-ainda-precisam-ser-trilhados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/a-valorizacao-do-futebol-feminino-e-os-caminhos-que-ainda-precisam-ser-trilhados\/","title":{"rendered":"A valoriza\u00e7\u00e3o do futebol feminino e os caminhos que ainda precisam ser trilhados"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>\u201cComo treinadora eu vejo que pelo futebol ser um ambiente muito masculino, n\u00f3s precisamos mostrar duas vezes nossa capacidade\u201d, diz D\u00e9bora Ventura, treinadora de futebol feminino<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMinha m\u00e3e n\u00e3o apoiava muito, n\u00e3o porque ela n\u00e3o gostaria que eu fosse atleta de futebol, mas porque ela tinha receio do preconceito que eu poderia sofrer\u201d, conta D\u00e9bora Ventura, treinadora de futebol feminino de base. O futebol feminino apresentou um crescimento not\u00e1vel nos \u00faltimos anos. Uma pr\u00e1tica que por tanto tempo foi diminu\u00edda, agora t\u00eam sido alvo de investimentos tanto dos clubes quanto de organiza\u00e7\u00f5es como a CBF. No Brasil, clubes tradicionais como Corinthians, Ferrovi\u00e1ria e S\u00e3o Paulo mostram que valorizam a categoria atrav\u00e9s de investimentos em seus respectivos times. \u201cHoje eu enxergo uma valoriza\u00e7\u00e3o do futebol feminino, tendo vivido como uma adolescente no futebol no passado, vejo que hoje tudo o que fizemos por for\u00e7a e por resili\u00eancia, gerou fruto para as meninas hoje\u201d.<\/p>\n<p>A profissionaliza\u00e7\u00e3o, a maior visibilidade na m\u00eddia e o reconhecimento de potencial como um neg\u00f3cio, s\u00e3o fatores que contribuem para o crescimento dessa modalidade. Al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria mudan\u00e7a gradual na sociedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres proporciona um olhar diferente para o futebol feminino.<\/p>\n<p>Por muito tempo n\u00e3o foi assim. Falarda hist\u00f3ria do futebol feminino \u00e9 falar sobre luta, resist\u00eancia e resili\u00eancia. A pr\u00e1tica do esporte por mulheres s\u00f3 foi regulamentada em 1983. Antes disso, n\u00e3o era bem vista pela sociedade e chegou a ser decretada como uma pr\u00e1tica proibida em 1941, o que foi refor\u00e7ado em um decreto em 1965. As mulheres n\u00e3o tinham espa\u00e7o e nem aprova\u00e7\u00e3o para praticarem o esporte. Foram 40 anos proibidas por lei de jogarem futebol. O preconceito tentava impedi-las. Mas, com muita luta, o cen\u00e1rio mudou.<\/p>\n<p>Com a regulamenta\u00e7\u00e3o em 1983, foi permitido que houvesse competi\u00e7\u00f5es, calend\u00e1rios, utiliza\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios e ensino nas escolas. Aos poucos o futebol feminino chega a grandes competi\u00e7\u00f5es, como a primeira Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino em 1991 e a primeira Olimp\u00edada em 1996. Infelizmente, tudo era tratado de forma amadora.<\/p>\n<p>No Brasil, a maneira de olhar para o futebol feminino tem tido grandes avan\u00e7os. A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF) definiu pelo Conselho T\u00e9cnico do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2025 um aumento no investimento do Brasileir\u00e3o Feminino para este ano. Segundo o site da CNN, as cotas destinadas aos clubes ter\u00e3o um aumento de 20% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo ano. Ser\u00e1 um recorde de investimento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3538 alignleft\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-300x200.jpg\" alt=\"Treino de futebol feminino sub 17 em S\u00e3o Paulo\" width=\"486\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-150x100.jpg 150w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-330x220.jpg 330w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-420x280.jpg 420w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/foto-futebol-feminino.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 486px) 100vw, 486px\" \/><\/p>\n<p>As competi\u00e7\u00f5es no futebol feminino mundial s\u00e3o de alto n\u00edvel, como a Copa do Mundo Feminina 2023, a Champions League Feminina, na Europa e o Brasileir\u00e3o Feminino no Brasil. H\u00e1 apenas alguns anos atr\u00e1s n\u00e3o havia perspectiva desse crescimento acontecendo mundialmente.<\/p>\n<p>Clubes de base de futebol feminino s\u00e3o parte importante na forma\u00e7\u00e3o de mais atletas mulheres que possam conquistar uma carreira longa e de sucesso. O suporte e apoio desses lugares s\u00e3o essenciais para que jovens jogadoras alcancem o n\u00edvel profissional. \u201cAjudam muito tamb\u00e9m na quest\u00e3o psicol\u00f3gica, temos psic\u00f3loga aqui para ajudar a gente\u201d, conta Beatriz Catalano, jogadora da categoria sub 15.<\/p>\n<p>Apesar de muitos avan\u00e7os, s\u00e3o necess\u00e1rias melhorias na categoria, que ainda enfrenta diversos obst\u00e1culos. Os patroc\u00ednios e investimentos s\u00e3o pouco comparados ao futebol masculino, \u201cComo treinadora eu vejo que pelo futebol ser um ambiente muito masculino, n\u00f3s precisamos mostrar duas vezes nossa capacidade\u201d, diz D\u00e9bora.<\/p>\n<p>Segundo o UOL, a Copa do Mundo Feminina de 2023, teve 83% a menos de investimentos feitos por empresas em compara\u00e7\u00e3o a Copa do Mundo Masculina de 2022. A diferen\u00e7a salarial tamb\u00e9m \u00e9 um problema, j\u00e1 que na categoria masculina os jogadores ganham muito mais. Uma representa\u00e7\u00e3o disso \u00e9 a diferen\u00e7a salarial entre Marta e Neymar, dois grandes nomes que tiveram muitas conquistas no futebol, mas, segundo o site Valor Econ\u00f4mico, o sal\u00e1rio da rainha Marta \u00e9 125 vezes menor que o do craque. A inconst\u00e2ncia do calend\u00e1rio de jogos tamb\u00e9m afeta a modalidade.\u00a0 \u201cAinda precisamos ser uma sociedade menos machista, ter um futebol menos machista e precisamos de maiores investimentos\u201d, diz a treinadora D\u00e9bora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Avan\u00e7os e dificuldades no Futebol Feminino\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lfXP26BAqvA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cComo treinadora eu vejo que pelo futebol ser um ambiente muito masculino, n\u00f3s precisamos mostrar duas vezes nossa capacidade\u201d, diz D\u00e9bora Ventura, treinadora de futebol feminino &nbsp; \u201cMinha m\u00e3e n\u00e3o apoiava muito, n\u00e3o porque ela n\u00e3o gostaria que eu fosse atleta de futebol, mas porque ela tinha receio do preconceito que eu poderia sofrer\u201d, conta<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3537,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[21,275],"tags":[],"ppma_author":[208,212,194],"class_list":["post-3534","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes","category-futebol"],"authors":[{"term_id":208,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"cap-luisa-gorski","display_name":"Luisa Gorski","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""},{"term_id":212,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"cap-weygner-patrick","display_name":"Weygner Patrick","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""},{"term_id":194,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"cap-mayra-carvalho","display_name":"Mayra Carvalho","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3534"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3534\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3566,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3534\/revisions\/3566"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3537"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3534"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=3534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}