{"id":3942,"date":"2025-09-30T08:36:51","date_gmt":"2025-09-30T11:36:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=3942"},"modified":"2025-10-04T19:51:06","modified_gmt":"2025-10-04T22:51:06","slug":"o-vintage-movimenta-o-centro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/o-vintage-movimenta-o-centro\/","title":{"rendered":"O Vintage Movimenta o Centro"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3943\" aria-describedby=\"caption-attachment-3943\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3943 size-full\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782.jpeg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1536\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782.jpeg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782-640x480.jpeg 640w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8782-1000x750.jpeg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3943\" class=\"wp-caption-text\">Brech\u00f3 Miss Sunshine, dentro do coletivo de brech\u00f3s A Casa Rosa &#8211; Foto: Let\u00edcia Gomes.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\"><strong>Esta mat\u00e9ria faz parte de uma s\u00e9rie interativa de quatro reportagens.<\/strong><br \/>\n<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/uploads.knightlab.com\/storymapjs\/df89c7aca62ae24450f3d3289063d165\/nfjfbg\/index.html\">Acesse o mapa aqui.<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Quer ter a experi\u00eancia completa desta reportagem?<\/strong><br \/>\n<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/testeeweding.my.canva.site\/ovintagemovimenta\">Clique aqui<\/a> e navegue da forma que desejar.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Boa leitura!<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #000000;\">De camisetas esportivas cl\u00e1ssicas a tapetes tran\u00e7ados elegantes, os brech\u00f3s do centro de S\u00e3o Paulo parecem guardar uma rel\u00edquia para cada personalidade. Quem se perde em suas prateleiras, cabides e araras encontra tecidos que sobreviveram a d\u00e9cadas, pe\u00e7as que resistiram ao tempo e ajudaram a fincar ra\u00edzes na cidade. O com\u00e9rcio de segunda m\u00e3o, nos \u00faltimos anos, ganhou um corpo econ\u00f4mico, sustent\u00e1vel e cheio de hist\u00f3rias para contar. Afinal, o centro da capital tamb\u00e9m j\u00e1 conheceu dias de luta e dias de gl\u00f3ria. Quando empresas e moradores mais abastados deixaram a regi\u00e3o, nos anos 80, sobraram espa\u00e7os vazios, im\u00f3veis sem destino e ruas fantasmag\u00f3ricas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Hoje, o Largo do Arouche evidencia, de forma marcante, essa mistura: bares, cultura e vitrines que s\u00e3o capazes de nos transportar para outro tempo. O centro, que j\u00e1 foi sin\u00f4nimo de abandono, se redescobriu como palco da diversidade e da reinven\u00e7\u00e3o. E os n\u00fameros confirmam o que os olhos j\u00e1 v\u00eaem: h\u00e1 cerca de 7 mil brech\u00f3s espalhados pelo Estado, sendo 1,8 mil s\u00f3 na capital \u2014 mais da metade do que havia antes da pandemia.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3958\" aria-describedby=\"caption-attachment-3958\" style=\"width: 1669px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3958\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794.jpeg\" alt=\"\" width=\"1669\" height=\"1252\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794.jpeg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794-640x480.jpeg 640w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_8794-1000x750.jpeg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1669px) 100vw, 1669px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3958\" class=\"wp-caption-text\">A propriet\u00e1ria do brech\u00f3 JaTeVi, Claudia Mercedes &#8211; Foto: Let\u00edcia Gomes.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Em 2022, Claudia Mercedes tomou uma decis\u00e3o. Trabalhava como vendedora de brech\u00f3 na regi\u00e3o de Perdizes e Pomp\u00e9ia, mas, com a pandemia e a m\u00e3e doente, precisou dar uma pausa no trabalho. Quando retornou, trouxe consigo a experi\u00eancia de mais de 20 anos no universo das roupas de segunda m\u00e3o e decidiu mudar a loja para o espa\u00e7o atual: um coletivo que re\u00fane outros comerciantes e transforma cada visita em um pequeno garimpo de hist\u00f3rias. <\/span><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Para Claudia, trabalhar com brech\u00f3 vai al\u00e9m de vender pe\u00e7as. \u00c9 restaurar roupas, preservar a ess\u00eancia do \u201cbrech\u00f3 raiz\u201d e oferecer descontos que encantam clientes fi\u00e9is. Moda sustent\u00e1vel, para ela, \u00e9 prolongar a vida de cada item e compreender os novos clientes da regi\u00e3o central, que chegam de diferentes bairros em busca de achados \u00fanicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Sobre a nova localiza\u00e7\u00e3o, comenta: \u201cPor ser uma regi\u00e3o central, com f\u00e1cil acesso a \u00f4nibus, as pessoas v\u00eam de longe. Se tornou um polo com v\u00e1rios brech\u00f3s e espa\u00e7os coletivos, o que atrai gente de diferentes lugares\u201d. Adaptar-se ao trabalho coletivo trouxe desafios, mas Claudia garante que continuar\u00e1 mantendo o que considera essencial: tradi\u00e7\u00e3o, cuidado e a magia de cada pe\u00e7a encontrada.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3972\" aria-describedby=\"caption-attachment-3972\" style=\"width: 3238px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3972\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ella-Santa-Fe-e1759231091816.png\" alt=\"\" width=\"3238\" height=\"1500\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ella-Santa-Fe-e1759231091816.png 1008w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ella-Santa-Fe-e1759231091816-300x139.png 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ella-Santa-Fe-e1759231091816-768x356.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 3238px) 100vw, 3238px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3972\" class=\"wp-caption-text\">A multiartista e ex-participante de reality show Ella Santa Fe &#8211; Foto: Ella Santa Fe.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ella Santa F\u00e9, multiartista e ex -participante do reality Corrida das Blogueiras, aposta em compras de pe\u00e7as vintages para expressar o seu estilo. Voc\u00ea provavelmente vai reparar na sua altura, seu cabelo raspado que sempre est\u00e1 com uma cor diferente, suas maquiagens extravagantes, e suas roupas comuns que, combinadas em um estilo diferenciado, se tornam aut\u00eanticas. A mulher transformou o punk, caracterizado por cores escuras e g\u00f3ticas, em doce e agrad\u00e1vel como ela, criando o que ela chamou de \u201cGlitter Paranoia\u201d, em homenagem a sua banda. E tudo gra\u00e7as \u00e0s roupas de brech\u00f3s.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cModa \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal, por\u00e9m ela \u2018grita\u2019 bastante sobre a gente\u201d. Confiante, a artista n\u00e3o hesitou em dar forma \u00e0s palavras: o conceito da Glitter Paranoia era unir o caos \u00e0 beleza. Falava como quem descreve um universo pr\u00f3prio, onde os elementos pesados se encontram em uma est\u00e9tica gritante, alternativa, roqueira, e de repente se rendem ao brilho das luzes, \u00e0s maquiagens intensas e aos acess\u00f3rios cintilantes. As roupas, contou, surgem carregadas, feitas de camadas sobrepostas, quase como se carregassem hist\u00f3rias. Mas nesse excesso h\u00e1 tamb\u00e9m respiro: os detalhes glamorosos que equilibram a cena e lhe conferem leveza. No fim, ela nomeia sua cria\u00e7\u00e3o com a precis\u00e3o de quem encontra a palavra certa \u2014 um \u201ccaos elegante\u201d, s\u00edntese de sua identidade est\u00e9tica.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ella fala de S\u00e3o Paulo como quem fala de um espelho: a cidade devolve em olhares aquilo que ela veste e a forma como escolhe existir. Diz que n\u00e3o chega a ser uma dificuldade, mas um desconforto constante, os olhos que a medem, as fotos tiradas \u00e0s escondidas, o julgamento silencioso. Sente isso sobretudo quando decide ousar mais: roupas chamativas, cabelos diferentes, cores\u00a0 que escapam da rotina cinza da metr\u00f3pole. Nessas horas, os olhares se multiplicam. Ainda assim, reconhece na capital uma esp\u00e9cie de respiro: estranham, mas raramente invadem, raramente incomodam.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Fora da metr\u00f3pole, em cidades do interior de S\u00e3o Paulo, Bahia, Minas e Santa Catarina, a hist\u00f3ria ganha outro tom: olhares atravessados, reprova\u00e7\u00e3o e at\u00e9 hostilidade. Ser alternativa nesses lugares, conta Ella, \u00e9 quase sempre um convite \u00e0 confus\u00e3o e ao enfrentamento do preconceito. Por isso, veste como privil\u00e9gio o simples ato de andar pelo centro paulistano de forma extravagante, sabendo que, entre buzinas e multid\u00f5es, ainda existe um pouco mais de liberdade para ser quem \u00e9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Foi quase por acaso que Reginaldo Luz encontrou seu caminho entre cabides e vitrines. Arquiteto de forma\u00e7\u00e3o, viu o escrit\u00f3rio definhar e, sem nunca ter colocado os p\u00e9s em um brech\u00f3, aceitou o convite de uma amiga para participar de um evento no Largo do Arouche. Levou pe\u00e7as de decora\u00e7\u00e3o guardadas em casa e, ao fim de um domingo, percebeu que quase tudo havia sido vendido. O improviso virou rotina e, em pouco tempo, o escrit\u00f3rio de arquitetura ficou para tr\u00e1s: nascia, em 2018, o Brech\u00f3 Colmeia.<\/span><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3978\" aria-describedby=\"caption-attachment-3978\" style=\"width: 1685px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3978\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"1685\" height=\"1264\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-640x480.jpg 640w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/IMG_9714-2-1000x750.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1685px) 100vw, 1685px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3978\" class=\"wp-caption-text\">O propriet\u00e1rio do brech\u00f3 Colmeia, Reginaldo Luz &#8211; Foto: Let\u00edcia Gomes.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">O espa\u00e7o come\u00e7ou como colaborativo, reunindo expositores em tr\u00eas andares. Hoje, a Colmeia ocupa dois andares com m\u00f3veis, roupas e acess\u00f3rios, al\u00e9m de abrigar outros tr\u00eas brech\u00f3s no t\u00e9rreo. \u201cA melhor roupa \u00e9 a que j\u00e1 est\u00e1 pronta\u201d, resume Reginaldo. Para ele, n\u00e3o se trata apenas de vender pe\u00e7as de segunda m\u00e3o, mas de escolher com rigor o que merece ganhar nova vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Entre as idas e vindas do Arouche, Reginaldo, assim como os brech\u00f3s do centro, tamb\u00e9m fincou ra\u00edzes. Mudou-se para a regi\u00e3o e passou a senti-la como quem observa uma colmeia em constante movimento: o zumbido da revitaliza\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio da pandemia e, agora, o burburinho da retomada. Orgulha-se de ter ajudado a espalhar esse enxame criativo pelo bairro, transformando-o em um polo de brech\u00f3s que atrai turistas, curiosos e novos lojistas dispostos a pousar por ali.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">\u201cAntes o brech\u00f3 era de roupa velha, ca\u00eddo, poucas pessoas realmente valorizavam. Agora \u00e9 uma coisa muito forte\u201d. Para Denize Bacoccina, falar do centro de S\u00e3o Paulo \u00e9 quase um exerc\u00edcio de afeto. Moradora da regi\u00e3o h\u00e1 oito anos, ela se empolga ao telefone e declara, com a convic\u00e7\u00e3o de quem conhece de perto as esquinas, os fluxos e as hist\u00f3rias que se entrela\u00e7am por ali, que a presen\u00e7a dos brech\u00f3s no centro est\u00e1 longe de ser mera coincid\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">A explica\u00e7\u00e3o, segundo ela, mistura economia e cultura em doses que se completam. De um lado, o aluguel mais acess\u00edvel abre portas para novos empreendedores. De outro, o pr\u00f3prio ritmo da regi\u00e3o oferece o cen\u00e1rio perfeito. O fluxo de pessoas e a diversidade de com\u00e9rcio, servi\u00e7os e transportes criam o cen\u00e1rio ideal para os brech\u00f3s encontrarem seu p\u00fablico vasto, curioso, diverso, sempre \u00e0 procura do novo e do diferente.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3980\" aria-describedby=\"caption-attachment-3980\" style=\"width: 1676px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3980\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16.jpeg\" alt=\"\" width=\"1676\" height=\"1116\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16.jpeg 1600w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-150x100.jpeg 150w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-330x220.jpeg 330w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-420x280.jpeg 420w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-30-at-08.29.16-510x340.jpeg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1676px) 100vw, 1676px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3980\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Denize Bacoccina &#8211; Foto: Denize Bacoccina.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">Mas, para Denize, a explica\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m da estrat\u00e9gia. O centro \u00e9 tamb\u00e9m s\u00edmbolo. Historicamente, as regi\u00f5es centrais sempre foram o ber\u00e7o da efervesc\u00eancia cultural, onde estilos, comportamentos e tend\u00eancias se cruzam em colis\u00f5es criativas. Diante disso, os brech\u00f3s deixam de ser apenas lojas de roupas usadas. Tornam-se protagonistas de uma revolu\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que se espalha pelas ruas e reverbera na pr\u00f3pria identidade da cidade.<\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que se vende nos brech\u00f3s do centro n\u00e3o cabe s\u00f3 em etiquetas, nem em guarda-roupas. Claudia enxerga em cada pe\u00e7a recuperada um peda\u00e7o de tempo que se recusa a acabar. Ella transforma sobras em manifesto, bordando estilo e identidade em camadas que n\u00e3o seguem cartilhas. Denize, ao observar o movimento da regi\u00e3o, enxerga o centro como um laborat\u00f3rio vivo: a moda que se espalha pelas ruas como se espalha uma ideia. J\u00e1 Reginaldo insiste na palavra que sustenta tudo isso: curadoria. Sem ela, n\u00e3o h\u00e1 hist\u00f3ria, n\u00e3o h\u00e1 alma, apenas roupas empilhadas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; color: #000000;\">\u201cEu acho que a tend\u00eancia dos brech\u00f3s veio para ficar, principalmente porque estamos caminhando para um futuro em que o planeta n\u00e3o ter\u00e1 mais condi\u00e7\u00e3o de suprir o que precisamos\u201d, ressalta Reginaldo, com firmeza. O propriet\u00e1rio do Brech\u00f3 Colmeia diz que cabe \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o entender que devem voltar para aquilo que j\u00e1 existe, ou seja, reutilizar! Considerando que o planeta n\u00e3o d\u00e1 mais conta de manter o ritmo. \u201cEnt\u00e3o o futuro, eu acho, \u00e9 roupa de brech\u00f3 sim\u201d, ele garante.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta mat\u00e9ria faz parte de uma s\u00e9rie interativa de quatro reportagens. Acesse o mapa aqui. Quer ter a experi\u00eancia completa desta reportagem? Clique aqui e navegue da forma que desejar. Boa leitura! De camisetas esportivas cl\u00e1ssicas a tapetes tran\u00e7ados elegantes, os brech\u00f3s do centro de S\u00e3o Paulo parecem guardar uma rel\u00edquia para cada personalidade. 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