{"id":4552,"date":"2026-06-02T22:05:21","date_gmt":"2026-06-03T01:05:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=4552"},"modified":"2026-06-02T22:05:21","modified_gmt":"2026-06-03T01:05:21","slug":"existe-amor-na-paulista-feira-de-adocao-salva-das-ruas-os-animais-domesticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/existe-amor-na-paulista-feira-de-adocao-salva-das-ruas-os-animais-domesticos\/","title":{"rendered":"Existe amor na Paulista: feira de ado\u00e7\u00e3o salva das ruas os animais dom\u00e9sticos"},"content":{"rendered":"<p>Ao caminharmos pela cidade, \u00e9 comum encontrar pelas ruas o olhar pid\u00e3o de um cachorro, ou entreouvir em meio \u00e0s buzinas dos carros o miado t\u00edmido de um gato. Mas este cen\u00e1rio, t\u00e3o frequente que quase se torna \u201cnatural\u201d, representa uma crise cr\u00f4nica no bem-estar animal em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo dados consolidados pela Ag\u00eancia Brasil no ano de 2025, estima-se que existam cerca de 30 milh\u00f5es de animais dom\u00e9sticos abandonados vivendo nas ruas do pa\u00eds, sendo que, dentro deste n\u00famero, 4,8 milh\u00f5es de c\u00e3es e gatos encontram-se em situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade. Para equilibrar essa balan\u00e7a, surgem iniciativas locais e independentes, que tem como objetivo resgatar esses animais e reuni-los com fam\u00edlias que desejam dar \u00e0 esses pets casas felizes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4559\" aria-describedby=\"caption-attachment-4559\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4559\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-05-31-at-14.10.02-169x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-05-31-at-14.10.02-169x300.jpeg 169w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-05-31-at-14.10.02-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-05-31-at-14.10.02-768x1365.jpeg 768w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-05-31-at-14.10.02-864x1536.jpeg 864w, https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-05-31-at-14.10.02.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4559\" class=\"wp-caption-text\">Cachorros para ado\u00e7\u00e3o &#8211; Projeto Patinhas Felizes<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, na regi\u00e3o do Itapevi, \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma dessas iniciativas. O projeto Patinhas Felizes, atua diretamente no resgate, reabilita\u00e7\u00e3o e encaminhamento desses animais para ado\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Sem verbas governamentais fixas, o projeto depende essencialmente de uma rede de volunt\u00e1rios e do engajamento digital para custear ra\u00e7\u00e3o, exames e, principalmente, as castra\u00e7\u00f5es, ferramenta eficaz a longo prazo para o controle populacional de animais de rua.<\/p>\n<p>Os idealizadores do projeto compartilham nas redes sociais o dia a dia dos resgates, os animais dispon\u00edveis e as formas de apoiar a causa com o p\u00fablico geral, e semanalmente organizam feiras de ado\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela cidade, em locais como a Avenida Paulista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A voz de quem adota<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do resgate, o destino dos animais sob responsabilidade do projeto \u00e9 levado muito a s\u00e9rio. Para adotar, os interessados passam por uma entrevista e devem estar preparados para passar por uma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o no plano individual.<\/p>\n<p>Quem decide abrir as portas de casa para um animal resgatado relata que o processo de ado\u00e7\u00e3o altera a din\u00e2mica familiar e traz uma nova percep\u00e7\u00e3o sobre a responsabilidade social. \u00c9 o que afirma a estudante de medicina, Mariana Alves, de 22 anos, que adotou o vira-lata Pipoca, e agora est\u00e1 em busca de um novo companheiro para completar a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>De acordo com a estudante, encontrar o seu primeiro pet em uma feira de ado\u00e7\u00e3o foi uma experi\u00eancia que a mudou por completo, a fazendo superar preconceitos e obter mais responsabilidade. &#8220;Existe muito preconceito com animais de abrigo, acham que v\u00e3o vir doentes ou traumatizados. Este \u00e9 um preconceito que eu mesmo tinha, mas depois que adotei o Pipoca, percebi o qu\u00e3o enganada eu estava. Claro, no come\u00e7o ele precisou de paci\u00eancia, mas hoje \u00e9 super carinhoso e companheiro.\u201d\u00a0 Al\u00e9m disso, Marina alertou sobre a responsabilidade envolvida em cuidar de um animal. \u201cAs pessoas precisam entender que ado\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de consci\u00eancia, muitas pessoas pensam em adotar s\u00f3 para ter um <em>bichinho fofinho <\/em>(<em>sic<\/em>), mas n\u00e3o \u00e9 assim. As pessoas precisam saber que est\u00e3o lidando com uma vida\u201d.<\/p>\n<p>O sentimento \u00e9 compartilhado pelo designer gr\u00e1fico Thiago Albuquerque, de 39 anos, que resgatou duas gatas e defende a exist\u00eancia de outros projetos, afirmando que o ato de adotar deveria ser a primeira op\u00e7\u00e3o de quem busca um companheiro:<\/p>\n<p>&#8220;Adotei minhas gatas e falo sem d\u00favidas que elas s\u00e3o a alegria da minha vida. Pouco me importa se o animal tem pedigree ou n\u00e3o, o amor e a alegria que eles te dar\u00e3o \u00e9 o mesmo. \u00c9 por isso que as iniciativas de resgate e ado\u00e7\u00e3o que existem por a\u00ed s\u00e3o t\u00e3o importantes. E com tantos animais precisando de um teto nas ruas, n\u00e3o faz o menor sentido alimentar o mercado de compra de vidas.&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Veja a cobertura desta mat\u00e9ria tamb\u00e9m em nossas redes sociais: <a href=\"https:\/\/vt.tiktok.com\/ZSx3fUL3J\/\">TikTok<\/a>, <a href=\"https:\/\/x.com\/conexao_centro\/status\/2061616754225185148?s=20\">X<\/a> e <a href=\"https:\/\/br.pinterest.com\/stesvv\/feira-de-ado%C3%A7%C3%A3o\/?invite_code=2bc85e507d6c44d59f8244193dd753d6&amp;sender=1099511833934852724\">Pinterest<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao caminharmos pela cidade, \u00e9 comum encontrar pelas ruas o olhar pid\u00e3o de um cachorro, ou entreouvir em meio \u00e0s buzinas dos carros o miado t\u00edmido de um gato. Mas este cen\u00e1rio, t\u00e3o frequente que quase se torna \u201cnatural\u201d, representa uma crise cr\u00f4nica no bem-estar animal em nosso pa\u00eds. Segundo dados consolidados pela Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4556,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[390,298,282,123,148,270],"tags":[],"ppma_author":[424,462,431],"class_list":["post-4552","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acolhimento","category-adocao","category-animais","category-av-paulista","category-centro-de-sao-paulo","category-cidades"],"authors":[{"term_id":424,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"cap-bianca_ruiz","display_name":"bianca_ruiz","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""},{"term_id":462,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"cap-stephanie_severo","display_name":"stephanie_severo","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""},{"term_id":431,"user_id":0,"is_guest":1,"slug":"cap-mclara_martins","display_name":"mclara_martins","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","0":null,"1":"","2":"","3":"","4":"","5":"","6":"","7":"","8":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4552"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4577,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4552\/revisions\/4577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4552"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=4552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}