{"id":577,"date":"2024-09-10T18:10:52","date_gmt":"2024-09-10T21:10:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=577"},"modified":"2024-09-10T18:10:52","modified_gmt":"2024-09-10T21:10:52","slug":"gastronomia-no-centro-diversidade-e-gentifricacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/gastronomia-no-centro-diversidade-e-gentifricacao\/","title":{"rendered":"Gastronomia no centro: diversidade e gentifrica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Restaurantes revitalizam regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo com variedade culin\u00e1ria<\/em><\/p>\n<p>Por Amanda Rocha, Fernanda Lima, Jean Werneck e Tain\u00e1 Fonseca<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-577-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Audio-Jhonys-1.m4a?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Audio-Jhonys-1.m4a\">https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Audio-Jhonys-1.m4a<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi com um projeto social iniciado em maio de 2013, envolvendo jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, que Gabriel Prieto come\u00e7ou a empreender na gastronomia fazendo a diferen\u00e7a no centro de S\u00e3o Paulo. Ele \u00e9 vice-presidente do Instituto Sonhe, que atua na regi\u00e3o da Cracol\u00e2ndia. \u201cA m\u00e3e de um dos meninos, quando ele ganhou a maioridade, pediu socorro para gente para gerar o primeiro emprego dele, porque ele j\u00e1 estava entrando na vida do crime. Ent\u00e3o a gente come\u00e7ou a fazer eventos p\u00fablicos vendendo hamb\u00farguer, gerando 100% dos recursos para os meninos e, quando a gente viu, explodiu\u201d, explica o empreendedor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Instituto promoveu eventos em igrejas e realizou uma feira gastron\u00f4mica em Pinheiros. Tamb\u00e9m participou do festival Lollapalooza. \u201cQuando a gente viu, tinha 14 meninos empregados. Ent\u00e3o, depois de um ano e meio fazendo evento, decidimos abrir o Holy Burger\u201d, complementa Prieto que al\u00e9m de ser s\u00f3cio da hamburgueria divide a dire\u00e7\u00e3o do F\u00f4rno com outros empres\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Iniciativas como essas demonstram a import\u00e2ncia que a gastronomia pode ter na revitaliza\u00e7\u00e3o do centro, apostando na regi\u00e3o como um lugar acolhedor. \u201cA revitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um movimento anterior, entendendo que se a gente n\u00e3o ocupa os espa\u00e7os, a gente n\u00e3o os transforma. N\u00e3o \u00e9 abandonando que vai haver transforma\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta. Para Prieto, existe um estigma sobre o local. \u201c\u00c9 falso imaginar que o centro de S\u00e3o Paulo \u00e9 mais inseguro que qualquer outro lugar. Na verdade, a sensa\u00e7\u00e3o talvez seja maior por conta da exposi\u00e7\u00e3o que tem a Cracol\u00e2ndia, e essa exposi\u00e7\u00e3o potencializa essa sensa\u00e7\u00e3o de medo do centro. Acho que a inseguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um aspecto \u00fanico daqui. Ela est\u00e1 presente em toda a nossa cidade\u201d, afirma Gabriel Prieto.<\/span><\/p>\n<p>[metaslider id=615]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cr\u00edtico gastron\u00f4mico e editor-chefe da revista Veja, Arnaldo Loren\u00e7ato, que tamb\u00e9m leciona no curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica que, apesar do centro ser lembrado pelo aspecto da inseguran\u00e7a, h\u00e1 atrativos que continuam trazendo as pessoas para a regi\u00e3o, como alguns empreendimentos de gastronomia do edif\u00edcio Copan. \u201cO Bar da Dona On\u00e7a, que \u00e9 no edif\u00edcio Copan, virou uma coisa impressionante. Ali tem v\u00e1rios outros lugares, o Copan em si \u00e9 um fen\u00f4meno.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da regi\u00e3o contar com restaurantes que est\u00e3o h\u00e1 anos construindo uma tradi\u00e7\u00e3o e identidade, o centro tamb\u00e9m passa por uma gentrifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 ligada \u00e0 gastronomia, mas a outros tipos de com\u00e9rcio. In\u00e1 Jost, pesquisadora que mora h\u00e1 dois anos no centro, conta que h\u00e1 muitos lugares que eram aut\u00eanticos, mas acabaram se tornando monop\u00f3lios homogeneizados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Prieto tamb\u00e9m critica o aspecto da gentrifica\u00e7\u00e3o apontando-a \u201ccomo um processo de segrega\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-espacial\u201d. \u201cEsse aspecto \u00e9 algo que est\u00e1 enraizado no centro, porque durante um bom tempo a regi\u00e3o foi considerada o lugar mais rico de S\u00e3o Paulo, ali que estava a aristocracia\u201d, pontua. No entanto, ele destaca que o centro tamb\u00e9m \u00e9 um espa\u00e7o que oferece op\u00e7\u00f5es que incluem todo tipo de pessoa. \u201cDo ponto de vista da transforma\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem ali pontos e at\u00e9 barracas de comida muito simples, voc\u00ea tem ainda o churrasco grego, casas muito antigas que permanecem\u201d, completa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o empres\u00e1rio, empreender \u00e9 um grande desafio na nossa cidade e o fechamento de alguns espa\u00e7os no centro para dar lugar a outros n\u00e3o necessariamente \u00e9 algo ligado \u00e0 gentrifica\u00e7\u00e3o. \u201cAcho que \u00e9 algo que est\u00e1 mais ligado \u00e0 sucess\u00e3o de quem vai tocar e acreditar no projeto\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Andr\u00e9 Silva, advogado que mora e sempre trabalhou no centro de S\u00e3o Paulo, a diversidade \u00e9 o grande atrativo da regi\u00e3o. \u201cO legal do centro \u00e9 que ele sempre tem variedade. Tem coisa nova e coisa muito velha tamb\u00e9m, isso \u00e9 legal. Tipo o Cangote, que tem dois anos. Onde eu trabalho, tem uns restaurantes de 50, 60 anos, tipo o Almanara, que deve ter uns 80.\u201d<\/span><\/p>\n<p>[metaslider id=620]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com mais de 12 milh\u00f5es de pessoas e um circuito gastron\u00f4mico com 20 mil restaurantes, o centro passou por muitas mudan\u00e7as ao longo dos anos e ainda h\u00e1 a tentativa de se adaptar \u00e0s novas tend\u00eancias e h\u00e1bitos de quem o frequenta, mas o local preserva a caracter\u00edstica hist\u00f3rica de ser plural e rico em cultura.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Restaurantes revitalizam regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo com variedade culin\u00e1ria Por Amanda Rocha, Fernanda Lima, Jean Werneck e Tain\u00e1 Fonseca Foi com um projeto social iniciado em maio de 2013, envolvendo jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, que Gabriel Prieto come\u00e7ou a empreender na gastronomia fazendo a diferen\u00e7a no centro de S\u00e3o Paulo. 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