{"id":752,"date":"2024-10-01T16:03:05","date_gmt":"2024-10-01T19:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/?p=752"},"modified":"2024-10-01T16:03:05","modified_gmt":"2024-10-01T19:03:05","slug":"aventuras-gastronomicas-sabores-que-se-encontram-na-feira-da-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/aventuras-gastronomicas-sabores-que-se-encontram-na-feira-da-liberdade\/","title":{"rendered":"Aventuras Gastron\u00f4micas: sabores que se encontram na Feira da Liberdade"},"content":{"rendered":"<p>[metaslider id=&#8221;903&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_3721.heic\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-773\" src=\"https:\/\/www.comunica.blog.br\/digital\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/IMG_3721.heic\" alt=\"\" \/><\/a>Localizada na Pra\u00e7a da Liberdade, entre as ruas Galv\u00e3o Bueno e dos Estudantes, est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o da comida asi\u00e1tica de rua em S\u00e3o Paulo: a Feira da Liberdade. Iniciada em 1975 e voltada, no in\u00edcio, para o artesanato japon\u00eas, tornou-se popularmente conhecida como \u201ca Feirinha da Liberdade\u201d e a englobar barracas de comidas. Desde seu in\u00edcio, \u00e0s 10h, at\u00e9 a sua finaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0s 18h, o local mostra ser um dos mais procurados da regi\u00e3o central (cerca de 20 mil pessoas aos finais de semana, segundo o Portal Sebrae), contando com uma vasta quantidade de op\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias tradicionais que atendem a todos os gostos. Sejam visitantes mais contidos ou os que buscam se aventurar em novas experi\u00eancias gastron\u00f4micas, todos j\u00e1 visitaram a feirinha ou a visitar\u00e3o ao menos uma vez.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Murilo Engler, de 26 anos, morou no Jap\u00e3o por tr\u00eas meses e tendo experimentado a comida de rua tradicional do pa\u00eds, ele relata que a da Liberdade segue o mesmo padr\u00e3o, apesar do toque de temperos abrasileirados. Embora o local seja conhecido pela sua variedade de iguarias, Murilo conta que n\u00e3o vai apenas pela comida: \u201cA experi\u00eancia de vir aqui no ambiente \u00e9 bem gostosa. \u00c9 um ambiente bem familiar\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como um local de muito movimento e muitas atra\u00e7\u00f5es, o que garante o destaque e a fama de uma barraca vai al\u00e9m da qualidade de seu alimento: os produtos oferecidos que satisfazem o consumidor s\u00e3o o bom atendimento e a ambienta\u00e7\u00e3o. O conjunto desses elementos incentiva o retorno e resulta no crescimento da popularidade da barraca. Ailton Tateishi, 62 anos, e dono de uma das barracas mais famosas da feira, segue o modelo. Sua barraca, Temaki do Ailton, veio para a feira h\u00e1 dez anos. O cozinheiro compartilha que muito do sucesso se deu ao fato de que ele e os demais funcion\u00e1rios se esfor\u00e7am para tratar bem seus clientes, sendo sempre prestativos e gentis. Tendo estado do outro lado da bancada, como consumidor, Ailton sabe como um bom atendimento faz toda a diferen\u00e7a, criando la\u00e7os com os frequentadores da feira: \u201cFa\u00e7o tudo como se estivesse cozinhando para os meus filhos e netos\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fama da barraca se expandiu t\u00e3o rapidamente que n\u00e3o tardou para que fosse inaugurado um restaurante com o mesmo nome, devido \u00e0 demanda do p\u00fablico. O prato mais pedido, tanto na tenda quanto no restaurante, \u00e9 o temaki samurai, um especial criado pelo pr\u00f3prio Ailton. A iguaria se diferencia pela cebola roxa e uma pele de salm\u00e3o frita que vai no topo. Embora o chefe tenha talento nato para a culin\u00e1ria, especialmente japonesa, nem sempre foi assim.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Inicialmente, Ailton era da \u00e1rea da inform\u00e1tica, e apesar de amar o que fazia, ao longo dos anos o trabalho o pressionou ao ponto de lhe causar um in\u00edcio de \u00falcera. Em busca de uma forma de se distrair, seu m\u00e9dico o recomendou um curso de culin\u00e1ria. \u201cFoi a minha salva\u00e7\u00e3o\u201d, Ailton compartilha, e adiciona que \u201ctodo cozinheiro \u00e9 um pav\u00e3o, ele quer mostrar o que sabe fazer\u201d, e que teria sido esse o seu incentivo para compartilhar as suas habilidades com todos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A culin\u00e1ria, para muitos, pode representar esse recome\u00e7o. Assim como Ailton, Aparecida Rodrigues, chefe de cozinha, se encontrou nesse meio. Tendo passado por complica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas que levaram \u00e0 quase amputa\u00e7\u00e3o de sua perna, ela p\u00f4de se reerguer por meio de um projeto culin\u00e1rio: trazer o doce chin\u00eas, <em>bubble waffle<\/em>, de Hong Kong para o Brasil. Dedicada, Aparecida passou dois anos aprendendo e aperfei\u00e7oando a receita originada h\u00e1 75 anos, com um chefe chin\u00eas, e chegou a vender seu carro para comprar a m\u00e1quina de preparo do doce. A chefe relata que todos \u00e0 sua volta duvidaram de sua capacidade, mas com esfor\u00e7o, foi poss\u00edvel realizar o seu sonho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Sua barraca existe desde 2015, e, hoje em dia, \u00e9 uma das mais procuradas da feira, com uma grande fila de espera: \u201c\u00c0s vezes, quando chega a vez deles, est\u00e3o emburrados pela espera, ent\u00e3o eu falo: sem um sorriso n\u00e3o vale\u201d. Sua tenda abre somente aos s\u00e1bados, e, por dia, s\u00e3o vendidos em torno de 300 <em>bubble waffles<\/em>, com sorvete e diversos <em>toppings<\/em><\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u00e0 escolha do cliente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA felicidade n\u00e3o faz dieta\u201d, diz a faixa na barraca de Aparecida. Al\u00e9m do doce, ela oferece um \u00e2nimo na vida de seus clientes, uma experi\u00eancia \u00fanica que sempre acaba em um sorriso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os feirantes da \u201cfeirinha\u201d da Liberdade, que chegam horas antes de seu in\u00edcio para preparar as barracas, s\u00e3o o sangue que possibilita que esse cora\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria e cultura asi\u00e1tica bata com fervor no centro de S\u00e3o Paulo. Por tr\u00e1s de cada um deles, que servem os frequentadores com um sorriso no rosto, h\u00e1 uma hist\u00f3ria que os trouxe at\u00e9 o momento atual. Os pratos da famosa \u201cfeirinha\u201d v\u00e3o al\u00e9m da degusta\u00e7\u00e3o e se tornam momentos \u00fanicos que devem ser experimentados ao menos uma vez. A Feira da Liberdade mostrou como a gastronomia, al\u00e9m de alimentar, tamb\u00e9m cura e \u00e9 uma forma de conex\u00e3o entre as pessoas.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: 0;\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/embed?pb=!1m18!1m12!1m3!1d3657.3695868234363!2d-46.63797542421692!3d-23.555166161365474!2m3!1f0!2f0!3f0!3m2!1i1024!2i768!4f13.1!3m3!1m2!1s0x94ce59a999be661f%3A0xa1b6b41ad0551c52!2sFeira%20da%20Liberdade!5e0!3m2!1spt-BR!2sbr!4v1727806641822!5m2!1spt-BR!2sbr\" width=\"600\" height=\"450\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[metaslider id=&#8221;903&#8243;] Localizada na Pra\u00e7a da Liberdade, entre as ruas Galv\u00e3o Bueno e dos Estudantes, est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o da comida asi\u00e1tica de rua em S\u00e3o Paulo: a Feira da Liberdade. 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