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São Paulo sob as luzes de “Verdades Secretas”

Poucas produções brasileiras conseguiram capturar a dualidade de São Paulo de forma tão magnética quanto Verdades Secretas. A novela de Walcyr Carrasco, que mergulhou no submundo da moda e do luxo, e transformou a capital paulista em um personagem à parte.

Mais do que simples cenários, locais como o Viaduto Major Quedinho, o hotel Tivoli Mofarrej e a Praça das Artes, localizados no centro de São Paulo, tornaram-se paradas obrigatórias para fãs que buscam reviver a atmosfera da trama e desejam se sentir parte do universo da novela e estar onde os seus personagens favoritos pisaram.

Este fenômeno não ocorre sem motivo. De acordo com Anderson Gurgel, especialista em marketing e entretenimento, essa conexão entre narrativa e espaço urbano transforma a capital em algo vivo: “A cidade começa a ser um ativo para você contar histórias, não só um cenário qualquer, ela passa às vezes a ser até um elemento da história”, explica. Para ele, o audiovisual moderno utiliza locações estratégicas para que o local “faça parte da história”, o que se reflete na forma como o centro paulistano é retratado na trama.

 

Viaduto Major Quedinho

 

  1. Viaduto Major Quedinho:

Localizado no centro histórico de São Paulo, o Viaduto Major Quedinho é a personificação da capital paulista. Inaugurado na década de 1950, o viaduto serve como uma conexão entre a Rua Major Quedinho e a Rua Martins Fontes, passando por cima da Avenida Nove de Julho e oferecendo uma das vistas mais “densas” do centro, cercado por prédios históricos como o Edifício Planalto.

Na obra de Walcyr Carrasco, o local marcou presença por ser próximo à casa da protagonista Angel, interpretada pela atriz Camila Queiroz, tendo se tornando o cenário das caminhadas solitárias e das crises existenciais da personagem.

Atualmente, é comum encontrar fãs no local, que recebe visitas deste público especialmente durante o crepúsculo, quando as luzes dos prédios começam a acender, recriando aquela “melancolia chique” da personagem Angel.

 

Hotel Tivoli

 

  1. Tivoli Mofarrej:

Outro cenário icônico da obra é o hotel Tivoli Mofarrej. Localizado no bairro dos Jardins, o edifício foi construído nos anos 70, e hoje é um dos hotéis mais luxuosos do Brasil, abrigando a maior suíte presidencial da América Latina, com impressionantes 750 metros quadrados, e sendo considerado um sinônimo de exclusividade.

O local aparece em diversas cenas envolvendo o empresário milionário e vilão da novela, Alex, interpretado por Rodrigo Lombardi, o que tornou o Tivoli um ponto de “turismo de experiência” para os admiradores da obra, que buscam o bar e a piscina de tons alaranjados do hotel para se sentirem parte do universo dos personagens Alex e Angel.

O restaurante SEEN, localizado no 23º andar do edifício e que conta com uma vista panorâmica, também é um dos cenários favoritos de quem quer sentir o gosto da vida luxuosa e perigosa retratada na trama, mesmo que por apenas alguns coquetéis.

 

Praça das Artes

 

  1. Praça das Artes:

Por fim, a Praça das Artes, com seus ângulos retos e concreto aparente, também foi outro ambiente que ganhou bastante destaque em Verdades Secretas, servindo como pano de fundo para diversos desfiles e eventos de moda marcantes na narrativa.

O cenário é um dos projetos arquitetônicos mais premiados da cidade, e foi inaugurado em 2012. A praça foi concebida para ser um anexo do Teatro Municipal, ocupando uma área que antes era degradada no centro.

O design é uma mistura de concreto aparente e aberturas estratégicas que conectam ruas diferentes, e que para os fãs, se tornou o ápice da estética fashionista. Atualmente, o local virou um point para ensaios fotográficos de fãs e aspirantes a modelos que  se inspiram na jornada da personagem de Camila Queiroz e estão em busca de fotos que remetam ao mundo editorial da moda, transformando o espaço público em uma passarela constante.

Esse movimento de fãs que transformam locações em pontos turísticos faz parte de uma estratégia maior. Segundo Anderson Gurgel, o sucesso de uma obra ativa o que ele chama de “business do entretenimento e do turismo”: “Quando você pensa uma obra audiovisual e você pensa na colocação de uma determinada narrativa num certo local, você tem com isso um objetivo de que esse local também faça parte da história. Esse ativo acaba sendo tão poderoso que ele consegue ativar negócios”, afirma o especialista.

 

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