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O século XXI é marcado pelas inovações tecnológicas, com adaptações e criações para o meio digital sendo muito comuns em todas as áreas sociais, desde ferramentas projetadas para o trabalho em escritórios e fábricas, até a forma com que se assiste a um filme ou joga um jogo, por exemplo. Os livros, porém, têm fugido à regra. Segundo dados de pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), 9,4 milhões de e-books foram vendidos em 2021, o que representa apenas 6% de todo o mercado editorial brasileiro.
Dentre os vários fatores que contribuem com a permanência dos livros físicos no topo das vendas, as livrarias, certamente, possuem um papel fundamental. De acordo com o Sebrae-SP, em 2022, a cidade de São Paulo chegou a quase 1.800 livrarias ativas, um aumento de 37,7% em relação a 2020. Uma das mais famosas da cidade, a Livraria Cultura, abriu uma nova unidade na Avenida Angélica, e tem atraído muitos leitores para o casarão de Higienópolis.
Gisela Ferreira Pinto, de 63 anos, frequentadora da Livraria Cultura, contou que desde sua aposentadoria, há cinco anos, visita espaços culturais por toda São Paulo. “Depois que me aposentei, comecei a ir em, pelo menos, um lugar cultural por semana. Juntei um grupo de pessoas da terceira idade e vamos sempre”, contou Gisela. “Sou muito dos livros, gosto muito dessas livrarias”, completou.
A Livraria Martins Fontes, que possui unidades na Avenida Paulista e na região da Consolação, também é um espaço bastante frequentado por amantes da leitura e que, além das muitas prateleiras de livros, contam com um café e espaços dedicados à leitura.
Ana Paula, de 24 anos, atendente da unidade da Consolação, destacou a importância do espaço físico da Livraria Martins Fontes na manutenção da leitura. “Tem muita gente que gosta de pegar o livro físico, pra ter um contato maior”, relatou Ana Paula. “Nós, como livraria de bairro, sentimos essa importância para manter a leitura viva na sociedade”, declarou.
O renascimento das livrarias paulistanas não é apenas um reflexo da preferência pelo livro físico, mas também da busca por espaços que vão além do consumo, promovendo experiências culturais e conexões humanas. Em um mundo cada vez mais digital, as livrarias da capital paulista reafirmam seu papel como refúgios de encontro, aprendizado e troca, mostrando que, mais do que um produto, o livro é um elo essencial entre histórias, pessoas e comunidades.




