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O pós-carnaval do samba em SP

Para a maior parte dos brasileiros, o carnaval só acontece em fevereiro, quando os tradicionais desfiles das escolas de samba são exibidos ao público por quatro dias. Em sequência, uma das maiores festas populares do mundo acaba e só retorna um ano depois.

Fábio Parra, diretor cultural da Mocidade Alegre, e Welton dos Santos, coordenador da ala das baianas e diretor cultural do Acadêmicos do Tucuruvi, relatam como é o ano de quem trabalha com carnaval e o que acontece nos bastidores das duas escolas de samba campeãs respectivamente do Grupo Especial e do Acesso 1. Fábio, da Mocidade Alegre, afirma: “Não temos férias, são alguns setores, principalmente o pessoal que é profissional da escola”. Sobre a produção musical para o ano que vem, o diretor conta: “O enredo para 2027 já começou. Até ontem à noite nós recebemos 260 propostas”.

O carnavalesco relata que as escola de samba tem duas forças que movimentam a escola durante o ano: “A escola tem a força profissional que é necessária por ser uma indústria de cultura mas também temos mutirão, gente que é fanática, vai a noite faz reunião, escolhe material. A escola também é movida pelos voluntários”.

 

Portas bandeiras da Mocidade Alegre no Carnaval 2026
(Portas bandeiras da Mocidade Alegre no Carnaval 2026. Foto: Jamal Nunes)
(Carro alegórico no desfile do Carnaval de 2026. Foto: Jamal Nunes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Welton dos Santos, do Acadêmicos do Tucuruvi, conta que vive “Tucuruvi o ano inteiro”. Na visão de Welton, ser Tucuruvi não é só morar ou frequentar o bairro mas estar presente durante o ano na escola no “barracão”. O também coordenador da ala das baianas relata: “Agora em Março nós já estamos começando o trabalho de novo. Não temos férias, o carnaval desse ano foi muito curto e próximo vai ser mais ainda”.

“A escola e a comunidade são guerreiras. Somos uma comunidade comprometida com o Pavilhão, que é o símbolo maior da nossa escola. A nossa maior marca é a união “, completou o diretor.       

(Bandeiras da escola Acadêmicos do Tucurivi. Foto: Welton dos Santos, Coordenador Cultural do Acadêmicos do Tucuruvi)

 

 

 

 

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