Por Camila Galones e Tais Souza
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A falta de tempo e o desinteresse são os principais motivos para o baixo índice de leitores no país, que em 2024, segundo o levantamento realizado pelo Retratos da Leitura no Brasil, teve uma redução de quase 7 milhões de leitores. Dentre eles, as idades de 11 a 13 anos e de 70 anos ou mais, foram as menos afetadas devido às menores responsabilidades e o maior tempo para se dedicar ao hábito.
Com isso, os clubes de leitura se destacam como uma alternativa para auxiliar pessoas que desejam ter ou tornar frequente o ato de ler um livro, tendo a oportunidade de interagir socialmente com novas pessoas e discutir sobre os mais variados assuntos, além de ter um momento específico no dia a dia para focar apenas na leitura. “O clube traz essa possibilidade de se abrir e de pensar muitas outras coisas a partir dos livros que elas trazem e dos recortes”, relata a atriz de 24 anos, Fran Santos, que há três meses trabalha e participa dos clubes de leitura que são realizados na Biblioteca Mário de Andrade.

A Biblioteca é responsável por diversos eventos culturais e ligados ao mundo literário, conta com o Clube de Leitura Tereza de Benguela, mediado por Maynara Moreira e Sara Xavier. A iniciativa, que surgiu em 2024, visa celebrar e homenagear mulheres negras, principalmente brasileiras.
“A importância do clube vai muito em um sentido como esse, um trabalho de divulgação científica. A gente passou por mulheres negras que são de áreas distintas (escritoras de contos e escritoras poemas), como uma continuidade de um trabalho de divulgação do que essas mulheres negras produziram”, relata Maynara, de 24 anos, estudante de letras e estagiária na biblioteca.

O espaço abre de segunda a sábado, e os encontros do clube de leitura Tereza De Benguela acontecem duas vezes, em todas as últimas quarta e quinta-feira do mês. Nas quartas o horário é das 15h às 17h e na quinta é das 18h às 20h, buscando abranger o máximo de público entre os dois horários.
Após recente queda de leitores no país, a criação de ideias que facilitassem o acesso do leitor às obras literárias, oferecendo a oportunidade de participar dos clubes de leitura de forma on-line, para quem não tem a possibilidade de frequentar um clube presencialmente, foi essencial. “O mais legal de entrar em um clube do livro, é que você passa a conhecer pessoas, a gente tem essa chance de conhecer outras vivências, que a gente não conheceria se não fosse o clube do livro”, diz a escritora e mediadora do clube á distância, Cidade Solitária, Thaís Campolina.





