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Mestre Feijão: disciplina, ancestralidade e coração na capoeira

Como o esporte transformou o destino de Wanderson Nicolau, o Mestre Feijão, dentro e fora da roda.

Aos 38 anos, Wanderson Nicolau encara a capoeira mais do que somente um esporte, trata-se de um estilo de vida. Sua rotina é um exercício de disciplina e equilíbrio, dividida entre a força dos pesos na academia e a fluidez técnica e sofisticada sobre o tatame.

Começando na Capoeira com 9 anos, sua trajetória atual foi moldada nas dificuldades de uma realidade dura. Aos 15 anos, a vida não deu um caminho de boas, assim ele parou na Fundação CASA, um capítulo que poderia ter definido. Mas o destino o fez encontrar no esporte. “Segui o caminho do esporte porque o esporte muda a vida”, afirma mestre Feijão.

No tatame vem o lado da força, mas no seu coração o combustível é a família. Sua maior motivação atende pelo nome de Helena, sua filha de 8 anos. Ela é a testemunha da intensa rotina. Para o Mestre, não há nada que supere o sorriso da pequena ao final do dia.

No último dia 15/03, Feijão levou sua bagagem de mais de uma década de maestria à tradicional Roda da República. Em um ambiente que transpira respeito e ancestralidade, ele demonstrou que a técnica refinada e o axé caminham lado a lado. Na roda o Mestre Feijão pode ser o mais brutal, mas fora o Wanderson nunca tira o sorriso do rosto.

 

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