Tradição que alimenta
As barracas de lanche que fazem parte do ritual dos dias de jogo ao redor dos estádios
Se você gosta de futebol e já teve a oportunidade de ir ao estádio, com certeza você se deparou com diversas barracas vendendo lanches e bebidas para os torcedores nos arredores do palco do jogo. Para poder entender e conhecer melhor esses trabalhadores, na quarta-feira, dia 16/04, fui até a Neo Química Arena, horas antes do confronto entre Corinthians e Fluminense, e conversei com esses vendedores que contribuem muito com o espetáculo.
Gladson Gama, de 41 anos e dono da barraca Fiel Tonelada, trabalha na área há 10 anos, e contou um pouco como é a rotina dele em dias de jogo. Para poder montar toda a estrutura da barraca e começar o preparo dos lanches, ele chega 8 horas antes do início do jogo. Quando chega, começa a trabalhar e não para mais, já que 5 horas antes da partida começar ele já começa a atender os primeiros torcedores que chegam. Após o encerramento do jogo, ele ainda fica por lá por mais 3 ou 4 horas.
Segundo Gladson, para ter autorização para trabalhar próximo à arena, foi necessário ir até prefeitura pedir autorização e pagar uma taxa, entretanto, essa taxa pode variar dependendo do lugar e da época. “Tem que ir na Prefeitura lá, pagar os impostos tudo certinho”, completou Gladson.

Segundo sites do Governo, antes de iniciar as tratativas com a prefeitura, é necessário tratar com o clube, ou com a administração do estádio, a possibilidade de montar a barraca ali.
Gladson trabalha apenas com isso, mas para poder complementar sua renda, não dava para trabalhar apenas em jogos do Corinthians. Tendo isso em vista, o dono da barraca Fiel Tonelada também trabalha em jogos do São Paulo e do Palmeiras. Nos arredores do MorumBIS, sua barraca é a Eô Tricolor. Quando está no Allianz Parque, sua barraca é a Avanti Palmeiras.
Na opinião de Gladson seu trabalho é fundamental pro espetáculo, pois os famosos lanches de pernil são uma tradição do futebol brasileiro. “Até porque isso aqui é tradição né, tem que ter isso aqui. Principalmente o pernil lá que é uma tradição. Tem que ter a tradição do estádio de futebol”, disse Gladson.
Outro personagem fundamental nessa história é o torcedor e cliente dessas barracas. Paulo César Carmo de Oliveira, de 64 anos, é um desses apaixonados pelo seu time do coração que sempre que vai ao estádio, come o tradicional lanche de pernil. Para Paulo, isso contribui muito para o evento em si e ajuda o torcedor a se envolver com o clima do jogo.
Como consumidor, uma das perguntas foi se o preço dos lanches e bebidas é bom ou se acaba pesando o bolso. “Cara, aí depende do bolso de cada um né, mas pra mim é barato”, respondeu Paulo.
Podemos dizer então que essa tradição do nosso futebol é o sustento e a vida de uns e um momento especial para outros.

Para ver no YouTube: https://youtu.be/cPnzBbur9K4
Para ver no X: https://x.com/conexaospcentro/status/1916898091136962918



