A inclusão no desenvolvimento da criança com TEA
Como a educação com inclusão é positiva para o aluno autista
Muitas escolas se dizem escolas inclusivas com alunos autistas hoje em dia. Os alunos com TEA (Transtorno do Espectro Autista) são encontrados em colégios da rede pública e particular. Em ambos os ambientes a inclusão nem sempre é feita de forma correta. Segundo o G1, alguns dos desafios para isso ser feito da forma correta, são funcionários não preparados para isso, a falta de adaptação das atividades e o bullying.
Benefícios da inclusão de crianças com TEA nas escolas feita da forma correta são o desenvolvimento social, emocional e acadêmico dessa criança. Além disso, promove a empatia e a compreensão entre os colegas. Dessa forma, teremos uma sociedade mais compreensiva com pessoas com TEA e mais consciente, segundo a revista OWL.
Segundo José Claudio Villar da Rocha, de 67 anos, neuro psicopedagogo e analista de comportamento, a falta da inclusão para o aluno com TEA é prejudicial para que ele se desenvolva da forma correta. Além disso, a inclusão sendo feita de forma equivocada tem pode ser muito prejudicial pra essa criança.
“O que eu tenho de experiência de inclusão sendo feita de maneira errada é o afastamento dos profissionais com a criança. Por exemplo, ao invés de acolher a criança, eles pediam o afastamento dela por algum movimento estranho ou fala inadequada. Dessa forma, as crianças com alguma deficiência acabavam ficando no pátio, fora da sala de aula”, diz Claudio.

Além dele, a neuropsicóloga Luciana Fernandes Gomes, de 57 anos, também ressaltou o fato de que a maioria das escolas não está preparada para receber esses alunos com TEA. Diz também que o ideal era que cada criança tivesse consigo um AT (acompanhante terapêutico) para ajudar ela no dia a dia. Entretanto, ressalta que isso é quase impossível e indica aos pais, caso tenham condições, que contratem esse profissional de forma particular.
“A criança tem que estar fazendo a atividade de acordo com a aula. Porque aí está todo mundo tendo aula de estudos sociais e a criança está lá pintando um ursinho. Não. Isso não é inclusão”, destaca Luciana.

Além de trabalhar na área, o filho de Luciana tem TEA. Segundo ela, na época que seu filho, hoje com 28 anos, estava na escola, ela deu muita sorte de encontrar escolas que fizeram o processo de inclusão de forma correta. Segundo ela, isso foi de suma importância pro desenvolvimento de seu filho.
“Quando ele foi pra essa escola, ele fazia muita atividade de vida diária e ele começou a mostrar o quanto ele sabia. Na época, a gente não sabia o quanto ele sabia porque ele não falava muito, mas depois que ele foi pra escola, ele mudou totalmente. A gente viu que ele conhecia todas as letras, todas as formas, todas as cores”, completou Luciana.
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