Escolas de mergulho na cidade de SP fazem o mar estar presente na capital

Os apaixonados pelo mar e pela vida marítima podem estar próximos a isso mesmo na capital do estado de São Paulo. As escolas de mergulho trazem a experiência que todo amante da água deseja. O mergulho se tornou um hobby, pouco praticado por conta da dificuldade de acesso às praias por conta da distância da capital ao litoral paulista. Isso é o que Igor Comitre, 25 anos, que é do nível avançado em mergulhos relata “Gostaria de praticar mais vezes, mas é difícil porque de semana eu trabalho, e onde moro é longe do litoral”. Para conseguir mergulhar é necessário realizar a Open Water Dive, que é um certificado de autorização para a atividade. É permitido para crianças a partir de 8 anos (pode variar de escola para escola), que recebem o certificado de Junior Water Dive, e para acima de 11 anos são autorizadas a realizar a Open Water Dive. Nesse curso o instrutor apresenta todos os conceitos e estratégias para conseguir praticar o mergulho autônomo. Geralmente as aulas duram um fim de semana, sendo um dia de aula teórica, em que os instrutores passam os conceitos e cuidados que devem ser tomados, e outro dia dedicado à prática na piscina. Além disso, após a conclusão dessa etapa, ainda deve ser marcado o chamado checkout para que seja avaliado e certificado o aluno. Os momentos práticos são realizados em uma piscina com grande auxílio e extrema segurança. Os materiais básicos necessários são nadadeira e máscara. Além de cilindro de ar, colete e o cinto de lastro, que são geralmente oferecidos pelas escolas.

Cláudio Donizeti, 58 anos, que tem o título de rescue, um dos níveis mais renomados no mergulho, se apaixonou pelo mergulho em Cancun, na Ilha de Cozumel, em 1994, ano em que já realizou o curso. Cláudio diz que gosta demais da relação entre os mergulhadores, “Só quem mergulha pra poder sentir, depois do mergulho, o quão gostoso é você ter contato com os outros mergulhadores, que se tornam amigos da gente com o tempo e comentar o que viu e ou o que deixou de ver dentro do oceano. Sensação indescritível, muito boa”. Assim como Igor, Cláudio cita que o mergulho em si e o silêncio são partes muito boas.
O esporte que ainda é pouco difundido no Brasil, vem recebendo mais holofotes nos últimos anos contando com escolas que têm formado um grande contingente de alunos pelo país, como no caso da escola Amigos do Joe, que certificaram mais de 15 mil alunos e atua desde 1992 no mercado. Ela está localizada no Paraíso, e conta com um corpo docente de 17 staffs e atuam desde a certificação básica até o nível profissional ou técnico.
Joe Bottero, 52 anos, fundador da escola e mergulhador há 38 anos, também comenta que quer desenvolver em seus alunos uma nova visão sobre o mergulho, trazendo uma perspectiva de ajuda ecológica. Ela consiste, principalmente, em um controle da população de peixe-leão no nordeste do Brasil, um peixe invasor que tem prejudicado a vida marinha em geral, tendo em vista, ataques à corais e peixes da região.

Apesar disso, o território brasileiro conta com uma das vidas marinhas mais exuberantes do mundo, tendo uma grande biodiversidade marítima que impressiona quem a conhece e a vivencia. Gabriel Amorim, 26 anos, mergulhador há 13 anos, comenta que o mergulho é uma sensação difícil de explicar em palavras, “A gente sabe pela teoria como funciona e o que fazer caso aconteça algo, mas são muitas variáveis que podem mudar a experiência ao mergulhar. Independente disso, a paz e a possibilidade de contemplar as paisagens são realmente gratificantes”.



