Por Gabriel Rodrigues, Leonardo Brito e Levi Kassardjian
Localizado na Avenida Tiradentes, no Bom Retiro, em frente à estação de trem e metro de mesmo nome, foi palco de acontecimentos importantes. O Parque da Luz foi inaugurado inicialmente em 1798 como um horto botânico, pela Coroa Portuguesa, mas só em 1825 transformou-se em um jardim público com ares europeus. É o mais antigo parque público do município e foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1981.
Em 1870, com o fim da Guerra do Paraguai e a volta dos soldados brasileiros, o parque passou por uma nova reforma. O objetivo era transformá-lo em um ponto de visita e encontro em decorrência da recente inauguração da Estação da Luz. O parque também serviu em 1883 para a primeira exibição da luz elétrica na cidade.
Com uma área de mais 113 mil metros quadrados, abriga árvores centenárias, lagos ornamentais e viveiros de pássaros, onde já foram registradas 165 espécies de plantas, como cabreuva, canbuci e palmito-jussara – todas ameaçadas de extinção – e 73 espécies de animais, como carpas, tilápias, beija-flor. Além disso, conta com mais de 50 esculturas ao ar livre, de artistas como Victor Brecheret e Bruno Giorgi, que tornam o espaço um museu de arte a céu aberto.




O espaço é um ponto de encontro para diferentes públicos. Muitas pessoas aproveitam o parque para fazer exercícios físicos, caminhada e levar o pet para passear, como é o caso da Elaine Araujo, 29, jornalista gosta bastante do parque “acho um dos parques mais bonitos de São Paulo. Ele tem bastante arvores, sombra, aí aproveito para passear com minha cachorra”. E completa dizendo que o parque é um respiro, “ele é um pulmão aqui no centro, porque aqui tem muito prédio, mas faz muita falta um verde. Esse parque ajuda bastante, fica do lado da Pinacoteca e acho que eles se completam, se combinam”.
O parque apresenta ainda espaço para apresentações, playground para as crianças, um grande espelho d’água, gruta e equipamentos de ginastica. O parque apresenta ainda uma curiosidade, um aquário subterrâneo descoberto nos anos 2000. Tentamos ter acesso mais o aquário está fechado para reformas, já que ficou muito tempo enterrado.





O jardim da luz é seguro? Essa pergunta é comum entre as pessoas que visitam, já que infelizmente já que a área ao redor do parque enfrenta sérios problemas de degradação, agravado pela proximidade coma a Cracolândia. Mesmo assim, andando pelo parque podemos observar bastante segurança, ronda da guarda municipal e uma base fixa da polícia militar. Mesmo com tanta segurança, Ana Beatriz Miranda, 20, frequentadora do parque, diz gostar bastante do lugar e sente uma insegurança no local; “aqui é um patrimônio histórico e cultural que precisa de mais atenção. É um dos poucos lugares onde podemos estar em contato com a natureza no centro da cidade, mas às vezes me sinto insegura”.
O Parque da Luz é mais do que um espaço de lazer; é um ponto de resistência, memória e convivência em meio ao concreto. Apesar das dificuldades, ele segue desempenhando um papel vital na qualidade de vida dos paulistanos e na preservação da identidade cultural da cidade, como afirma José Roberto da Silva, 59, encarregado de profissão “gosto de vir para cá para respirar um pouco e descansar e continuar a trabalhar. Essa mata, esse verde é um oásis nesse monte de concreto.”
Aberto de terça a domingo, das 6h às 18h e com entrada gratuita. Para se guiar, é só clicar aqui.





