Por Camila Galones e Tais Souza
Os velhos conhecidos da geração da década 80, discos de vinil, fitas cassete e CDs deixam de ser os empoeirados nas prateleiras para retornar ao dia a dia dos jovens, que encontram nos sebos, a oportunidade de escolher a dedo o próximo álbum para ouvir.

Em 2024, o relatório do Mercado Brasileiro de Música, produzido pela Pró-música, registrou um aumento de 31,5% das vendas físicas em 2024, sendo 76,6% desse faturamento derivado das vendas de vinis. O aumento se deu a partir da demanda, que subiu consideravelmente entre os nascidos nos anos 1995 a 2009, mais conhecidos como geração Z.
A volta do hábito ainda gera dúvidas e é, em grande parte, relacionada a era digital, que oferece conforto e fácil acesso a quem deseja ouvir música, mas não traz com ela a experiência de escolher com as próprias mãos, como vão ser ouvidas. Fábio Adriano, vendedor de discos na loja Stock Cultural há 33 anos, deu o seu palpite: “A gente não imaginava, é um eterno ciclo, as coisas se transformam e depois as pessoas voltam para as raízes”. “As pessoas passaram a sentir falta do físico, gostam de pegar no vinil, na capa, para entender o que era aquilo”.

A alta na procura por meios analógicos intensificou as vendas e, consequentemente, movimentou os comércios dedicados à arte, que também enfrentaram dificuldades para continuar com a venda dos itens: “Do tempo que eu trabalho aqui, um disco comum que custava 8, 10 reais, passou a custar 50, 100, aumentou demais o valor”. Mesmo com o aumento dos preços, o público apaixonado ainda se mantém fiel, “Tem pessoas que procuram, se interessam, compram e pagam 300, 400 reais em um LP”, relata.
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