Por Thaís Rabelo e Valentina Cruz
A primeira projeção de filme aconteceu em Paris no ano de 1895 e desde então o mundo vem sendo encantado e moldado pelas telas. Já se usou o cinema como forma de protesto, como espelho da realidade e como puro entretenimento. Mas o que vivemos hoje? Qual a importância do cinema na era dos Streamings?
Luana Carvalho, 21, estudante, conta que usufrui dos benefícios e enxerga problemas nas duas realidades “Eu gosto muito de ir ao cinema pela experiência, não só cinemas grandes, mas também nos cinemas de rua, mas o streaming tem a praticidade e muito mais variedade. Eu assisto muita série também então streaming acaba sendo útil por causa disso”, disse Luana.
O cinema tradicional passou a servir uma experiência e um acesso a cultura que remonta aspectos do passado. Nos leva a uma realidade onde as telas eram acessíveis a poucas pessoas. em tempos em que a arte precisava ser buscada, no qual o cinema exercia uma função social. Uma realidade distante do que vivemos hoje com o advento da internet.

Giulia Fiorelli, 25, cozinheira, relata momentos marcantes e experiências culturais que vivenciou nas salas de cinema. “Os filmes que eu assisti no cinema, principalmente em estreia foram com certeza muito mais marcantes do que assistir num streaming, tipo a experiência do áudio, tudo. Eu lembro de dois que eu assisti no cinema que foram fantásticos que foi aquela filme “Mãe”, do Aronofsky, e esse filme eu achei fantástico na tela e eu fiquei pensando que assistir isso no computador não seria nada comparado, e “Hereditário”. Mas de streaming não sei dizer algo marcante.” Avalia Giulia.
O cinema como uma forma de sociabilidade e interatividade com a sociedade traz jovens que buscam um lazer alternativo para além dos streamings. Maria Paiva, 21, uma moça de bandana vermelha na cabeça e óculos quadrados diz que ir ao cinema é para ela um hábito, contrario do senso comum. Maria se sente em pleno conforto nas salas dos cinemas de rua. “Eu gosto de vir no cinema de rua mesmo, é uma preferência minha. Inclusive, é um hábito meu, gosto de vir pra ca, me sinto confortável, venho depois do trabalho, venho no final de semana, é algo que realmente me faz feliz” completou Maria, estudante de turismo.

Maria contabiliza, inclusive, questões financeiras e equipara o streaming com as telas cheias. “Não é sempre que nós temos dinheiro sobrando para pagar o streaming. Então quando surgem promoções, que acontece bastante nos cinemas de São Paulo, eu acredito que vale mais a pena você vir até aqui”. Analisa a estudante.
E os streamings onde ficam nessa história toda? O streaming fica no lugar da rotina, dos dias corridos, nas maratonas.

“Eu prefiro o streaming por uma questão de preço e acessibilidade, mas pensando em streaming estou pensando no piratão mesmo, estou pensando nas coisas que você não paga assinatura”, diz Giulia.
Apesar do advento dos streamings o cinema é, para muitos, um ponto inegociável de cultura e vivência na sociedade.“Prefiro cinema de rua porque eu tenho mais contato com a cidade, gosto de sair para ir no cinema, gosto de conhecer, conheço vários cinemas além desse. Gosto de estar presente no filme, comprar uma pipoca, um lanche. Gosto de me sentir ao redor de pessoas. Me sinto mais confortável aqui”, diz Maria.





