O espaço conta com programação semanal gratuita no Parque da Juventude.
Por Débora Moura e Julia Senna
“É bem complexo de se viver e trabalhar com arte. Acredito que no mundo todo, mais especificamente aqui no Brasil, é um desafio”, diz Carlos Eduardo Scaramboni, artista circense e produtor audiovisual.

O circo, do latim circus, se define como um coletivo que reúne artistas com diferentes habilidades, entre elas malabarismo, equilibrismo e contorcionismo . As apresentações são realizadas geralmente em arenas, sob uma grande tenda ou lona.
A chegada do circo em terras brasileiras no século XIX, se divide entre companhias de arte europeias e famílias ciganas. Os europeus se reuniam através de manifestações teatrais em conjunto, já os ciganos, com o tradicional nomadismo, apresentavam- se de cidade em cidade, demonstrando suas habilidades, como a doma de animais e ilusionismo.
Ao longo do tempo, o teatro europeu, adquiriu, enfim, características brasileiras. Os palhaços, antes mímicos e calados, agora interagem com a plateia e seus números contam com a improvisação, e os artistas adaptam as apresentações de acordo com a receptividade do público.
O Mundo do Circo, inaugurado em dezembro de 2022, localizado no Parque Estadual da Juventude, recebe o público de todas as idades, para conhecer o mundo de uma arte pouco valorizada: a circense.
O complexo cultural conta com três espaços: A Grande Lona, que recebe shows e circos itinerantes, que se apresentam sem custos no parque; O Picadeiro a céu aberto, espaço para apresentações, oficinas e encontro de grupos, e A Lona Exposição, que conta a história do circo no Brasil, ao longo dos anos.

Com estética retrô, na exposição da tenda que leva o nome do projeto, bonecos de madeira, jogos e maquetes interativas podem ser manipulados pelo público. Ao longo da visita, cartazes espalhados pela estrutura apresentam 12 áreas, abordando temas como, as diferentes artes e modalidades, o cotidiano, a vida e a História do Circo.
Com a gratuidade da experiência, e fácil acesso, na estação Carandiru, linha 1 azul do metrô, a arte circense se torna acessível. Sobre as ações governamentais que tornem essa expressão cultural mais democratizada, Carlos, que recebe os visitantes com seu nariz vermelho e sanfona, afirma: “É preciso fazer com que a arte deixe de se concentrar em lugares mais centrais, e chegue a lugares mais periféricos, que talvez dificilmente teriam acesso a esse tipo de linguagem.”


O Mundo do Circo, na Av. Cruzeiro do Sul, 2630- Carandiru, São Paulo, funciona de terças e sextas das 10h às 17h e nos sábados e domingos das 11h às 18h, a programação semanal é liberada no instagram @omundodocircosp.
Senhoras, senhores e crianças, se acomodem, pois o circo vem aí!






