De um simples espaço urbano a um verdadeiro oásis na metrópole, o Parque Buenos Aires oferece, desde 1988, mais do que sombra e bancos: tem história, cultura e um”parcão” para os melhores amigos do homem.
Quem diria que, no meio da cidade, existisse um lugar para fazer uma pequena pausa no dia a dia, descansar ou até mesmo dar uma caminhada nas horas vagas?
O Parque Buenos Aires, anteriormente uma praça pública, foi fundado em 1913, seu terreno pertencia a um antigo boulevard fundado no Bairro de Higienópolis, um dos únicos que priorizava o saneamento básico na cidade na época.
De acordo com dados da Secretaria Do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, na condição de praça pública e tombado pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) em 1992, foi convertida para um parque em 1988. Sua área verde de aproximadamente 23.000 m2 fica em um quarteirão bem localizado e cheio de árvores e estátuas que embelezam o local e evidenciam que a arte pode ficar bem em espaços verdes na cidade.
Bruna Vasques, de 34 anos, empreendedora na área de animais, diz que o parque é considerado seguro, mas já presenciou casos de discussões e uma tentativa de briga no local.
Perguntada sobre o tempo médio de permanência no local, Bruna respondeu: “Geralmente fico entre 30 minutos e 1 hora. Confesso que deveria ficar mais”.
Em 2017, a Prefeitura de São Paulo apresentou um projeto de revitalização não só do parque, mas também de uma praça nas proximidades.Com as obras tocadas totalmente pelo ente privado e sem causar nenhum prejuízo aos cofres públicos, entre os principais atos da revitalização, foi colocado um playground no parque e realizadas ações de zeladoria nos canteiros de áreas verdes. Incluindo troca dos bancos de madeira por novos e mais resistentes aos cupins.
Parcão, um lugar bom pra cachorro
Conectando com a temática de pets, eles têm um papel muito importante não só na questão de ser um companheiro no nosso dia a dia, mas também nos ajuda na recuperação e tratamento de doenças relacionadas à saúde mental.
De acordo com dados do blog Petz, algumas técnicas conhecidas usando os animais fazem parte: Terapia Assistida por Animais (TAA): consiste num tratamento dirigido, com objetivos claros e previamente definidos. Por isso mesmo, deve ser recomendada e acompanhada por um profissional especializado, Atividade Assistida por Animais (AAA): mais espontânea, é voltada para a socialização e distração do paciente, proporcionando benefícios emocionais para o tratamento e a Educação Assistida por Animais (EAA): recomendada especialmente para pacientes com deficiências cognitivas, nela o animal atua como um recurso pedagógico, estimulando a aprendizagem.
Com dados do Jornal da USP, a Pet Terapia é uma técnica terapêutica que conta com os animais como apoio para o tratamento de pessoas portadoras de problemas de saúde, “estimulando tanto o aspecto físico quanto o emocional, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas e acelerar os processos de recuperação”, afirmam os autores. Essa terapia é indicada, sobretudo, como alternativa que dispensa medicamentos para a hipertensão, doença comum nos idosos, responsável por grande parte dos óbitos no mundo. Os animais, de acordo com esse estudo, mostram-se verdadeiros antídotos contra o estresse e a ansiedade, fatores que muito contribuem para o surgimento das doenças cardiovasculares.
O Cachorródromo ou Parcão como são conhecidos, são lugares dedicados aos cães brincarem, correrem e até mesmo se fazer uma nova amizade canina ,esses espaços dispõem de: Panelinhas de inox, torneiras/bebedouros de água bem gelada.
Entrevistamos Daniel Arantes, de 36 anos, arquiteto, muralista e frequentador do parque. Perguntado sobre a conservação da área do Parcão, Daniel diz que o local já foi melhor tratado e que necessita de uma reforma. Bruna por sua vez disse que também deveria ser feito reparos não só no parcão mas como no parque como um todo. Em dias de chuva, o lugar se torna inviável para uso por conta da alta quantidade de terra e pela formação de lama. Daniel fez algumas sugestões à coordenação do parque e somente ouviu promessas de que algo de fato seria feito: “Antes de ser arquiteto, trabalhei com arte, fiz voluntariamente um plano de reforma do parque, indicando que aqui deveria ser tudo feito com areia para facilitar a vida deles e a nossa. Se fosse assim, a gente poderia usar aqui mesmo em dias de chuva, hoje em dia tem que torcer pra não chover e se chover tem que esperar uns 4,5 dias pra tudo secar e voltar ao normal”. O arquiteto admite que o poder público não tem interesse em prosseguir com os trabalhos de zeladoria e ou manutenção patrimonial.
O Parque está localizado na Avenida Angélica 1500, próximo ao Shopping Pátio Higienópolis , funciona todos os dias das 6 às 20h e tem entrada gratuita.








