
As comidas de rua são uma alternativa popular e prática para quem tem uma rotina corrida e precisa de refeições rápidas. Esses alimentos, vendidos em barracas, carrinhos e food trucks, oferecem diversidade de sabores a preços acessíveis. Além disso, a presença de comidas de rua nas grandes cidades facilita o acesso a refeições em diferentes horários e locais, adaptando-se às necessidades de quem está sempre em movimento.
Marcelo Rodrigues Chaves, de 47 anos, é gerente da Central dos Lanches, na Praça da República, acredita que as comidas rápidas são importantes para as pessoas que estão com pressa para comer. “É prático, a maioria do pessoal aqui trabalha no telemarketing e tem 20 minutos de pausa ou meia hora, então tem que ser esse tipo de comida mesmo para eles”, afirmou Marcelo.
Ele ainda contou que o fluxo de vendas era bem alto antes, porém hoje não é a mesma coisa. “Era bem alto o fluxo. Teve uma queda, por causa do momento financeiro que o país vive hoje, mas vende bem ainda, não tanto quanto antes mas vende bem”, revela.
Além dele, Eva de Mendonça Matos, de 53 anos, é garçonete e conta que o público-alvo da região são os atendentes de telemarketing. “Classe média, gente do telemarketing. Nós temos quase mil pessoas trabalhando aqui com telemarketing, então esse horário eles vêm e tem que ser coisa rápida porque eles só tem 15 minutinhos”, afirma Eva.
Marcelo também falou sobre o público-alvo do seu restaurante. “A galera do telemarketing e escritórios. Quem ganha na faixa do salário mínimo é o nosso forte”, conta Marcelo.
Cicera Maria Alves de Oliveira, 43, balconista da rede de quiosques Monsterdog, também falou da importância dos estudantes e das pessoas que utilizam o metrô para ir trabalhar. “Nosso maior tipo de público são os estudantes, pessoas que passam para ir pro metrô trabalhar. Sempre pessoas que querem lanche rápido, pegam o lanche na estufa e vão embora”, afirmou Cicera.
Por vezes essa pressa faz com que os clientes sejam mais ríspidos e arrogantes com os funcionários. “Isso acontece muitas vezes, mas a gente aprendeu que o cliente sempre tem razão né? Então temos que acatar”, afirmou Eva.
Cicera também já foi maltratada pelos clientes do quiosque. “Acontece, tratam mal. Demorou um minuto eles já ficam nervosos e querem que seja o mais rápido possível. Pão na chapa é um lanche demorado porque a carne está congelada, mas as pessoas querem que seja rápido, mas não tem o que fazer, tem que esperar”, revelou a balconista.
Porém, para Marcelo as coisas foram um pouco diferentes. “Os clientes que frequentam aqui entendem que tem hora que não dá tempo de pegar o pedido e aí eles saem de boa porque sabem que o tempo deles é muito curto também”, contou.
Os quiosques facilitam a vida de muitos estudantes e trabalhadores que buscam a rapidez para se alimentar. Eva disse que “é muito bom para as pessoas que trabalham na região. A comida é caseira e tem um preço acessível, tem um prato feito que é R$ 15”, contou Eva.
Também é possível perceber que algumas lojas não possuem mesas ou cadeiras, forçando o cliente a comer rápido e ir embora.
O restaurante no qual Eva trabalha funciona das 12h até as 20h. O horário do almoço é o quando enche bastante, das 13h até as 15h é o horário de pico e praticamente todos os restaurantes da galeria ficam cheios, porém existe um fator muito importante para o aumento dos clientes. “Quando eles recebem, o quinta dia útil. Agora no final do mês é sempre mais vazio porque a pessoa já está sem o ticket, cartão de crédito já está estourado então eles preferem trazer marmita”, disse a garçonete . E com muitas pessoas frequentando o local é normal que coisas inusitadas sejam vistas. “Às vezes vem palhaços, fazer brincadeiras, aí eles falam “pode dar uma comida pro palhaço de graça?”. A gente acaba dando a comida pra eles né, as vezes também vem aluno da faculdade que vende brigadeiro falando que não estão conseguindo vender, então a gente dá comida para eles também, para ajudar”, revelou Eva.
Já o restaurante de Marcelo conta com uma clientela fiel que ter o mesmo movimentos em todos os períodos do ano, mas mesmo assim uma vez uma pessoa surpreendeu com um pedido muito diferente do comum. “Uma vez um cara chegou faltando alguns minutos para fecharmos e pediu cem lanches para viagem. Ele praticamente subiu a porta para pedir os lanches, aí nós nos redobramos e fomos atender ele, e deu certo”, contou o gerente.
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