Home / Dança / A dança que mexe com a alma

A dança que mexe com a alma

Bailarina dançando seu solo na apresentação do Lagos dos Cisnes.

“O balé é um estilo de vida, não é somente sobre prazeres”, diz Thamiris Prata, 38 anos, bailarina da São Paulo Companhia de Dança (SPCD). Enquanto refletia sobre sua trajetória com a dança. Prata, que começou a dançar ainda criança em frente à sua casa no centro comunitário de Santos, conta que o esporte tem um grande impacto em sua vida, e que mesmo com os dias difíceis o balé se tornou um refúgio para ela.

Com apenas 18 anos, deixou a Escola de Bailado Municipal de Santos, lugar em que havia construído toda sua carreira até aquele momento, e se mudou para São Paulo, onde entrou para a SPCD e segue até hoje, onde ocupa o cargo de solista. “A companhia foi muito importante na minha carreira, porque eu entrei em uma época que só estava dando aula, e de repente foi me apresentado um mundo novo”, conta. 

Iniciada em janeiro de 2008, a SPCD é um corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa. A Companhia foi criada com o objetivo de valorizar a dança, oferecendo um local para que bailarinos conseguissem desenvolver suas carreiras profissionais, conforme a SPCD. 

Marina Sachet, 25 anos, bailarina, sentiu sua primeira paixão pela dança muito nova. Com os olhos brilhando, ela recorda de sua mãe, que dizia que quando ainda era menina ela voltava da escola e colocava músicas da Xuxa ou o filme “Barbie: Lago dos Cisnes” para tocar, enquanto dançava livremente em frente a televisão. Após muitos esforços convenceu sua mãe em colocá-la  em uma aula de balé.

“O balé, além de ser o meu grande amor, também é o meu trabalho”, conta Sachet, após relembrar como reconquistou sua paixão pelo baléainda na adolescência, durante seu intercâmbio para a Suíça entre os anos de 2016 e 2017. “Eu voltei a dançar para valer, lembrei o quanto eu gostava e foi aí que decidi que isso seria a minha profissão”, expressa.

Ela afirma a importância do equilíbrio, entre separar a paixão pela dança do seu lado profissional, pois mesmo com os desgastes físicos e emocionais causados pela rotina intensa, Sachet é grata pela oportunidade que tem dentro da SPCD. “Nós sabemos que no nosso país é muito raro ter um lugar que existe todo esse incentivo”, declara.

Além de incentivar muito seus artistas, a SPCD continua abrindo portas para eles, Sachet diz: “É muito legal ver que além de impulsionar, esse lugar (SPCD) também dá espaço para que as pessoas permaneçam”.

Apresentação do Lago dos Cisnes da SPCD no MASP.

“É através da dança que nós nos comunicamos com o mundo”, fala Milton Coatti, 44 anos, Co-diretor da SPCD. Em meio a sua rotina corrida como professor, bailarino e coreógrafo, Coatti, em uma conversa descontraída, relata sua trajetória com o balé e a Companhia, onde trabalha desde 2014.

Coatti conta que um dos maiores desafios atuais que a Companhia encontra é como manter o diálogo com os artistas da casa junto ao seu público, principalmente no mundo contemporâneo dos dias de hoje. Porém, levando em conta tudo que a SPCD oferece aos espectadores, eles provam vencer esse desafio diariamente. A São Paulo Companhia de Dança proporciona diversas oportunidades para que diferentes pessoas possam presenciar a paixão deles pela dança, desde oficinas de dança e espetáculos gratuitos a apresentações em escolas públicas ou privadas, o que fortalece ainda mais sua relação com a comunidade. 

“A São Paulo é uma companhia brasileira com uma qualidade internacional”, relata Coatti, que além de sentir na pele como é dançar fora do país para a SPCD, sente um forte orgulho da variedade trazida para o cenário da dança, entretanto um de seus maiores objetivos ainda é manter a dança viva. “Espero que a dança permaneça sendo o lugar onde a gente conversa e encontre uma maneira de estarmos próximos”, relata.

Para saber mais acesse:

https://vm.tiktok.com/ZMAAx6sdt/

Autor

+ posts