Os cat cafés ganharam popularidade nos últimos anos no Brasil, mas sua provável origem está em 1998, em uma cidade de Taiwan, e a popularização da proposta, no Japão. O conceito de poder descontrair atrai aqueles que querem tomar um café ou comer alguma coisa, e esquecer da agitação do dia-a-dia. Quando os cat cafés começaram a chegar ao Brasil, por volta de 2014, seu formato de funcionamento era diferente dos da Ásia. Por questões sanitárias, não era permitida a presença dos animais no mesmo ambiente em que eram servidas as refeições, e eles ficavam em um ambiente separado.

“Eu conhecia pela internet e acabei vindo para conhecer os gatos e brincar um pouco com eles, acho terapêutico”, disse Vitor, de 43 anos, que visitou o Angry Cat, em São Paulo. Ele considera a proposta dos cat cafés muito importante para aliviar o estresse do dia a dia, podendo passar um tempo com os bichinhos. Além disso, já que o local está associado a um abrigo de gatos, que ficam no espaço disponíveis para adoção, Vitor considera a oportunidade de conhecer os gatinhos muito interessante.
Os Cat Cafés são estabelecimentos que unem a comida com um espaço exclusivo para a interação com gatos, se tornando irresistível para amantes dos animais. E, apesar do receio de muitos, os gatos não têm acesso à área da cozinha e nem onde os ingredientes ficam mantidos, como disse Laiane, de 22 anos, que trabalha em um cat café há 9 meses. “Tem essa questão da separação da cozinha com o espaço dos animais, muitos clientes questionam, porém nós estamos dentro das normas: “Tudo é separado e higienizado conforme as leis da vigilância sanitária”.

“A gente interage com eles no momento em que chega para abrir o café, e assim que a gente vem para a cozinha, higieniza as mãos”, complementa.
A ideia do Angry Cat, na Liberdade, surgiu quando Fernanda Oliveira, de 28 anos, aproveitou a experiência que já tinha vendendo comidas asiáticas online, e a trouxe para um ambiente físico. A dona morou na Coreia do Sul, e os cafés com convivência felina já eram febre lá.
Esse estilo de estabelecimento não era novidade no Brasil, mas enquanto na maioria existia uma área destinada à alimentação, e uma para interação com os animais, o Angry Cat decidiu não fazer essa distinção, e manteve a separação apenas entre os gatos e a cozinha.

Os gatinhos do estabelecimento do Angry Cat estão disponíveis para adoção. Eles são resgatados pelo abrigo Amor a 4 Patas, cuidados e encaminhados para o café. Assim, os clientes conseguem conhecer a personalidade de cada gato e criar uma relação com eles antes de adotarem os gatinhos.
Paloma, de 29 anos, é bióloga e a funcionária responsável pelo cuidado à saúde dos animais, e conta que os gatos chegam ariscos e estressados por conta de suas vivências anteriores, mas ao longo da adaptação vão ganhando confiança e segurança. “Eles são muito sentimentais, então eles sofrem muito com as mudanças”, completa.
Paloma também afirma que é difícil não se apegar aos animais: “Nós acompanhamos todo o quadro [dos animais] e estamos cuidando todo dia deles, então a gente acaba se apegando”, diz.
O Angry Cat está localizado na rua Galvão Bueno, 351, Loja 127 – 1º andar. O café funciona de terça a domingo, das 11h às 17h30.






