A Rua 25 de março é muito conhecida pelo seu enorme fluxo de pessoas. Em média, mais de 400 mil comerciantes e clientes transitam por dia na rua, que é considerada como o shopping a céu aberto de São Paulo. Em períodos de datas comemorativas, como o Natal, o número pode chegar a 1 milhão em um único dia.
Por isso, os empregados e as infraestruturas das lojas devem estar preparados para conseguir cativar seus clientes e fornecer o que eles necessitam. O comerciante Kelvin Caiã, 28, gerente de uma das lojas da rua, confirmou toda a pressa e prevenção que os lojistas devem ter. “A nossa principal preparação é a antecipação. Tem que comprar tudo antecipado, se não depois não tem mais mercadoria para oferecer para os clientes. A gente calcula, quando falta uma semana de uma temporada para a outra e já compra tudo da próxima”, disse Kelvin.
O gerente, que trabalha na B-Volt há cerca de dois anos, também comentou a enorme quantidade de pessoas que vão em datas comemorativas: “O movimento muda para caramba. Se você vier em qualquer feriado de festa, não vai conseguir andar. O pessoal que trabalha aqui, chega a ficar estressado, não consegue dar conta”.

A mais famosa rua de comércio em São Paulo recebeu mais de um nome desde o século XIX, mas só entrou para a história como 25 de março. O nome definitivo foi uma homenagem à data em que o Imperador Dom Pedro I outorgou a primeira Constituição do Brasil, no dia 25 de março de 1824.
Endereço visitado por paulistanos e turistas de todo o Brasil, a 25 de Março concentra uma variedade de comércio que atinge todos os públicos e idades. Os produtos importados, que representavam praticamente todas as mercadorias no final do século XIX, ao início do século XX, ainda são marcas registradas no comércio da rua.
A 25 está localizada bem no centro da cidade de São Paulo, próxima ao Mercado Municipal, da Estação de metrô São Bento e da Praça da Sé. Hoje em dia, ela é vista não só como um centro comercial, mas um dos principais pontos turísticos da capital paulista.

Emily Vitória, 19, vendedora da loja Fantasias & Cia, trabalha na 25 de março há oito meses, explicou que na sua loja, possuem a sua própria dinâmica. “A gente tem muitos itens sazonais. Então a cada época muda toda a loja. Inclusive, faz dois dias que mudamos completamente os produtos”, disse a vendedora. Ela ainda complementou sobre os clientes: “O gerente e o dono da loja fazem a análise das vendas, ainda mais que eles estão aqui há muito tempo, então eles têm uma noção maior dos produtos que mais saem e o que o público gosta mais”. De acordo com Emily, os vendedores precisam se adaptar aos novos valores, entender o que os consumidores estão procurando e até mesmo trocar o tipo de atendimento em relação aos clientes. Ter um jogo de cintura e para conseguir vender mais nessa época.

Sem contar que, por ser um dos polos de vendas de São Paulo, os produtos são mais baratos por terem muita procura, e muitas das lojas precisam vender as mercadorias por um preço mais baixo. Vera Lúcia Cerqueira, 42, também é vendedora da Artigos de Festa & Fantasias – Mercado e Varejo, e afirmou e concordou com os outros entrevistados, sobre os produtos mais vendidos pela loja. “Pisca-pisca de LED, com certeza. Vai em qualquer lugar, e, dependendo do condomínio, só decora com isso.

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