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MASP: A Cultura Que Se Expande.

O tradicional museu de SP amplia sua história com a inauguração do edifício Pietro Maria Bardi

 

Um dos Museus mais importantes da América Latina, flutua na Avenida Paulista. O MASP, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, pensado por Pietro Maria Bo Bardi e pelo próprio Chatô, foi fundado em 1947, inicialmente na rua 7 de abril, se tornando o primeiro museu moderno do país. Em 1968, foi transferido para a Avenida Paulista, num projeto feito arquiteta Lina Bo Bard, sendo pendurado por quatro pilares vermelhos, criando um vão livre de 74 metros e com uma vista para a Avenida 9 de Julho. Uma criação que foi revolucionária na época e feita para democratizar a arte. O museu guarda coleções de obras de muitos artistas importantes para nossa história, desde artes contemporâneas até mesmo artistas como Picasso, Van Gogh e Portinari.

Ao longo de toda sua história, o museu também foi um dos primeiros espaços a atuar como um centro cultural, e o primeiro a receber obras surgidas pós Segunda Guerra Mundial. Atualmente, abrange coleção do mundo inteiro, da América Latina, das outras Américas, arte africana, asiática, europeia e, claro, brasileira. O acervo do museu tem um total de aproximadamente 10 mil peças, incluindo pinturas, esculturas, desenhos, fotografias e roupas, desde a Antiguidade até os dias atuais.

O projeto revolucionário de Lina Bo Bardi foi feito de maneira específica para a época, e a professora do curso de arquitetura e urbanismo do Mackenzie, Ana Paula Pontes, explica como que foi feito para o prédio ser projetado do jeito que conhecemos: “O projeto é suspenso, e isso é feito através de pórticos, aquelas linhas vermelhas no prédio são peças de sustentação, e o edifício é pendurado através de tirantes naquelas grandes estruturas. É uma colaboração entre arquitetura e engenharia, que de fato foi bastante especial para a época”. E a criação foi tão impactante no século XX, que em sua inauguração teve a presença da Rainha Elizabeth II.

Além das exposições de longa duração, chamada de ‘Acervo em transformação’ o MASP conta com exposições temporárias, coletivas e individuais, com temáticas históricas. Esse tipo de exposição reflete a missão do museu, estabelecida em 2017: “O MASP, Museu diverso, inclusivo e plural, tem a missão de estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. Para tanto, deve ampliar, preservar, pesquisar e difundir seu acervo, bem como promover o encontro entre públicos e arte por meio de experiências transformadoras e acolhedoras”.

Essa transformação aconteceu na atual gestão de Heitor Martins, que teve início em 2014, quando o museu vivia uma grave crise de direção. A partir disso, iniciou-se uma modernização para tentar recuperar a vida do museu. Em 2015, os cavaletes de concreto e cristal projetados por Lina Bo Bardi, para dar suporte para as obras, foram retomados pela nova gestão. Com a nova administração, o MASP conseguiu exibir exposições de sucesso, uma delas a ‘Histórias Afro-Atlânticas’, em parceria com o Instituto Tomio Ohtake em 2018, e eleita a melhor daquele ano pelo ‘The New York Times’. Durante a gestão de Heitor Martins, programas para ajudar na manutenção do museu foram criados, como o ‘Amigo MASP’ e a ‘Empresa Amiga MASP’, com a finalidade de fidelizar pessoas e empresas para ajudar o museu com recursos, e em compensação, oferece benefícios aos participantes.

O MASP também registra um aumento no número de visitantes nessa nova gestão. Segundo dados do próprio museu, em 2022, 439.823 mil pessoas visitaram um museu, umaumento em 88% em relação a 2021, quando recebeu 234.495 mil visitantes. Já em 2023, o MASP recebeu 530.235 visitantes, com um aumento de 21% em relação ao ano anterior.

Outro ponto da nova gestão foi a criação de um novo prédio para expansão e modernização da infraestrutura do museu. Assim, a arte do MASP se expandiu para um edifício que fica ao lado do prédio principal. Um edifício moderno, que foi batizado com o nome de um dos idealizadores do MASP, Pietro Maria Bardi. Um prédio de 70 metros de altura, 7.821 m² e 14 andares, expande ainda mais seu acervo de arte. O prédio revestido por chapas metálicas, guarda artes de Renoir, artes da África e um filme exclusivo estrelado pela ganhadora do Oscar, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. Um filme inovador e que conta a história da arquiteta Lina Bo Bardi, projetado por 9 telas diferentes para dar uma experiência imersiva e diferente aos visitantes. A Secretária Municipal de Urbanismo e Licenciamento, Elisabete França, aborda também o tema sobre o vão livre do MASP. Um dos principais lugares do país, em que é marcado por suas manifestações e atos democráticos. “O vão do MASP é um símbolo do direito à cidade. A Prefeitura reconhece sua função como espaço de expressão democrática e promove um diálogo constante entre diferentes secretarias, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o próprio museu para garantir que o uso público ocorra com segurança e respeito ao patrimônio. O equilíbrio entre liberdade de uso e preservação é uma construção coletiva, baseada em responsabilidadee planejamento.”

O MASP, é onde se democratiza a arte. E isso faz com que pessoas como a Giovanna Ferreira,19, estudante de engenharia civil, conheça e desfrute da enriquecedora cultura do país. “O MASP cumpre sim um papel importante na democratização da arte, ele oferece entrada gratuita em determinados dias, mantém exposições plurais e acessíveis, e se localiza num ponto central da cidade.”

E o Museu de Arte de São Paulo, funciona de terça-feira a domingo.

O ingresso custa 70 reais a inteira e 35 para estudantes;

às sextas-feiras e terças-feiras tem entrada gratuita para desfrutar da arte, para isso é preciso fazer a reserva no site do MASP.

 

E confira a conversa com a professora Ana Pontes:

 

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